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Itália quer ser maior comprador de frutas e verduras de Angola – Embaixador

A Itália pretende ser o maior destino da produção de frutas e verduras de Angola, pelo que há interesses de investidores italianos em potencializar esta área, informou nesta sexta-feira, na cidade do Lubango (Huíla), o embaixador Claudio Miscia.

O embaixador da Itália em Angola efectua uma visita à província da Huíla, no quadro da promoção do filme italiano, na versão portuguesa, “Um italiano em Angola”, rodado há 50 anos no país e que mostra, de uma maneira prática, como esse país europeu se tornou amigo dos angolanos, mesmo antes da independência.

À Angop, o diplomata frisou que a maior parte das trocas comerciais com Angola está nos petróleos, onde a ENI aumenta a produção e projecta novos investimentos.

Disse que a Itália está também a olhar para outros sectores que podem ajudar na diversificação da economia angolana, dando como exemplo as rochas ornamentais que, para além de importar, vai disponibilizar máquinas e experiências para potenciar o país africano.

Considera a agricultura como o futuro, devido a nova política do Governo angolano que aumenta, gradualmente, a produção agrícola.

Para si, a maior parte dos produtores importam maquinaria da Itália para utilização em Angola e, por isso, os italianos pretendem criar, rapidamente, condições de produzir essa maquinaria no território angolano, para sustentar o mercado.

No quadro da pretensão da Itália ser o melhor mercado para a exportação da produção angolana, como frutas e verduras, uma delegação da Macfrut, a maior feira de frutas de Europa, chega a Angola no dia seis de Dezembro próximo, para estudar aspectos do comércio entre os dois países.

A Itália patrocina actualmente um trabalho que visa a protecção de produções típicas angolanas.

O diplomata admitiu que o novo momento que Angola vive é atractivo para investidores italianos, pelo que a embaixada aposta em actividades para que o país africano seja mais conhecido na Itália, onde o produtor ou empresário, normalmente, tem uma empresa pequena ou média e gosta de internacionalizá-la.

Reconhecimento

Para Claudio Mascia, é preciso reconhecer que o governo angolano “deu passos importantes”, como a simplificação do regime de vistos, que é fundamental, sobretudo para países como a Itália, que têm uma estrutura de médias e pequenas empresas.

Quanto ao volume de negócios entre seu país e Angola, o diplomata admitiu que decaiu, porquanto era, na sua maior parte, ocupado pelo negócio do petróleo, sendo que o resto depende da conjuntura. Entretanto, disse haver um retorno “importante”, sobretudo no que a maquinaria agrícola diz respeito.

Fez saber que em 2014, por exemplo, as exportações de Angola para Itália fixaram-se em 928 milhões de Euros, mas em 2017 caiu para 346 milhões, já a exportações transalpinas para Angola, em 2014, estiveram fixadas em 398 milhões de Euros e, três anos depois, em 281 milhões.

No global, o volume de negócios está agora fixado em mil milhões e 326 milhões de Euros.

A Itália foi o primeiro país ocidental a reconhecer a independência de Angola, ainda em 1975. (Angop)

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