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Comissário da PN acusado de apropriar-se de terrenos e fazer ameaças de morte

Um comissário da Polícia Nacional, identificado por Victor Inacúlo, ex-comandante da Unidade de Protecção de Individualidade Protocolares da Policia Nacional(UPIP/PN), agora na reforma, está a ser acusado pela cidadã Guilhermina Viegas Vicente de ter ocupado de forma coersiva uma parcela de terra de 225 hectares, situado no Bita Tanque.

Na denúncia, Guilhermina Viegas Vicente diz que a referida parcela é uma herança do seu falecido avô, “ocupado em 2012 pelo senhor Victor Inaculo, Comissário da Polícia Nacional”, explicou.

Segundo fez saber, a família tem toda documentação que confirma a titularidade das referidas terras, pois, antes do seu avô falecer, em 2010, deixou tudo actualizado, “porque estava a ser vítima de perseguição e chantagem da parte do comissário”, denunciou.

“Durante o ano de 2012 até ao ano seguinte ele ligava constantemente para a minha mãe a dizer que daria 15 mil dólares para que lhe fosse cedido aquele espaço como não aceitamos, começaram os conflitos”, sustentou, para depois dizer que as ameaças e intimidações eram tantas que, inclusive, carros da Polícia Nacional ficavam de plantão a guarnecer o terreno.

Por este facto, acrescenta, ficaram impedidas de entrar no espaço. “Eu como neta, ao ver aquela injustiça toda, não resisti e tentei por várias vezes questionar esta imposição. Mas fomos ameaçados de morte, porque eles diziam que matariam quem não cumprisse as ordens do comissário”, acrescentou, para depois dizer que teve que fugir da zona onde vivia por temer pela sua vida.

Advogados e juízes comprados?

É o que se pode depreender das explicações dadas pela cidadã Guilhermina Viegas Vicente.
De acordo com a cidadã, em virtude da perseguição que a família era alvo, constituíram um advogado para ver se saíssem daquele dilema.

“Desta feita, constituímos advogados das Mãos Livres e levamos o caso a tribunal. Em 2013, na primeira audiência o comissário não apareceu. Mandou o seu advogado que não teve argumentos para provar em tribunal que o terreno era pertença do senhor Inaculo, principalmente porque os documentos que usa são falsos”, denunciou.

Guilhermina Viegas diz que a documentação é falsa pelo simples facto de estar visível para todos: “Ele alega que o espaço é dele e os documentos são de 1992. Mas, para fazer fé que os documentos são mesmo falsos, a assinatura que está na documentação é da ex-administradora de Belas”, apontou, para mais adiante referir que, em função desse dilema, a juíza da causa, apenas identificada por Ana, entendeu adiar aquela sessão de julgamento para uma outra data devido a ausência do comissário e da falta de argumentos de prova do seu advogado.

Três meses depois, sublinha, voltaram a ser notificados para se fazerem presentes no tribunal. “Nquele dia, não sei se é feliz ou infelizmente, a outra parte, no caso a do comissário, não se fez presente. Ao notar isso, a juíza disse que, se durante os próximos três meses o comissário não aparecer a sentença seria favorável da nossa parte”, lembrou.

Nem água vai, nem água vem…

Para o espanto de Guilhermina Viegas Vicente e a sua família, aquilo que seria meio caminho andado para ganharem a causa em tribunal e a sua família ter de volta o seu património, esbarrou naquilo que ela chama demora propositada para ludibriar a opinião pública.

“Em Junho de 2017, a minha mãe procurou saber junto ao Tribunal do Projecto Nova Vida as causas da morosidade do processo. Lá mesmo, pessoas de boa-fé, disseram que o caso já estava encerrado e que, tanto o nosso advogado como o advogado de defesa do senhor já tinham sido notificados”, realçou perplexa, por não ter sido tida nem achada num caso que teria um desfecho favorável para a sua família.

“Insatisfeita, a minha mãe foi as Mãos Livres e encontrou-se com o advogado António Gaspar e colocou o caso. Este, por sua vez, foi arrogante com ela e deu o nosso caso de nada. O que nos deixa sem saber o que se passa de facto”.
Em gesto de conclusão disse que o comissário até agora só vedou o espaço e tem algumas plantações no terreno que pertence a sua família. “Dentro do quintal havia algumas casas dos netos do meu avô e algum material de construção que o senhor Inaculo foi usando para benefício próprio, mesmo o terreno não sendo seu. O que denota um claro abuso de poder, situações que a mais alta entidade da Nação está a combater”, sublinha, solicitando a quem de direito a intervir a favor da sua família.

Comissário nega acusações e acusa Guilhermina Viegas Vicente de aproveitadora

Contactado via telefónica, o Comissário Victor Inaculo negou as acusações, e fez saber que é detentor de um parecer do Tribunal que julgou o caso.

“O tribunal comprovou que eles tinham a documentação falsa e deu a sentença favorável para mim. Temos testemunhas que comprovam que o terreno é minha pertença e mesmo a comunidade do Bita Tanque sabe que aquele terreno é meu”, defendeu-se.
Segundo o responsável, está em marcha um processo nos Serviços de Investigação criminal (SIC), contra a jovem.

“A menina que diz que o terreno é seu está a tentar aproveitar resolver um problema dela…ela vendeu terreno para outras pessoas, e estas pessoas andam atrás dela para receber o que ela prometeu”, acusou,acrescentando que esta éa real causa que fez com que ela fugisse para o Uíge.

“O terreno foi negociado com o avó dela, e é de 129 hectares. Naquela altura quando negociei ela ainda não existia, só mais tarde é que apareceu a fazer confusão. Tenho documentos do GPL e do Tribunal e possuo posse da terra”, disse.

Questionado da originalidade dos mesmos, já que a família que acusa também possui documentos passados pelas administrações do Estado, Inaculo fez saber que possui os seus desde 1991. (Portal de Angola)

por Osvaldo de Nascimento

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