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Professores não admitidos no concurso público da Educação em Luanda chamados para preencherem vagas em apenas dois dias

Cerca de 484 candidatos que não foram admitidos no último concurso público de ingresso no sector da Educação na província de Luanda foram chamados, esta semana, para serem contratados como professores do II Ciclo do Ensino Secundário do 6.º escalão pelo Gabinete Provincial da Educação de Luanda. Os candidatos reclamam e dizem haver entraves no processo de entrega dos documentos.

Segundo um anúncio oficial do Gabinete Provincial da Educação de Luanda, publicado na edição de segunda-feira, 26, no Jornal de Angola, a comissão de júri provincial do concurso público de 2018 avisa aos candidatos ao concurso, cujos nomes contam da lista publicada no jornal, e que têm as médias entre 10 e 13, que devem apresentar os respectivos processos para a contratação no Magistério Mutu-Ya-Kevela, de 27 a 28 desde mês.

Entretanto, no local, vários são os candidatos que procuram entregar os seus documentos mas estão a ser impedidos por funcionários que dizem ter orientações superiores para apenas receberem processos com notas de 12 e 13 valores, e cujos certificados estejam reconhecidos pelo Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES).

Os candidatos acusam o Gabinete Provincial da Educação de Luanda de criar entraves no processo de admissão, dado o curto prazo para a entrega dos documentos.

Wilson dos Santos, candidato ao último concurso público, disse ao NJOnline que foi impedido de entregar a sua documentação por não estar acreditada pelo INAAREES, mas denuncia que vários candidatos já foram contratados sem a exigência do reconhecimento do documento.

“De que forma é que vamos perceber isto? Se o aviso do jornal não faz menção a nenhum reconhecimento do certificado pelo INAAREES em 48 horas? Acham mesmo que dois dias são suficientes para tratarmos dessa questão?”, questiona o jovem.

Vários candidatos contaram ao NJonline que não estão a perceber esses entraves, uma vez que o aviso foi publicado tardiamente.

“Estamos aqui desde as 09:00 e temos os documentos todos para celebrar os contratos, mas estamos a ser impedidos de o fazer porque alegam que todos o que estudaram nas universidades privadas, em Angola, têm de ter os documentos reconhecidos pelo INAAREES”, contam os visados.

“Apenas estão a receber certificados da Universidade Agostinho Neto, e dizem que não é preciso ser reconhecido. Assim querem mesmo contratar os professores? Ou estão a fazer manobras para colocarem os seus parentes?”, questionaram os candidatos.

Sobre o assunto, o NJOnline contactou o Gabinete Provincial de Educação de Luanda, para os devidos esclarecimentos, mas não obteve resposta.

Vale referir que a Província de Luanda carece de 4.300 professores do ensino primário e do I e II ciclos do ensino secundário, para cobrir as necessidades do sector, revelou em Julho último o director provincial da Educação, Narciso Benedito.

No último concurso público, a Província de Luanda apurou um total de 2.650 candidatos, num universo de mais de 22 mil concorrentes. (Novo Jornal Online)

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