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Presidente do Afeganistão reclama mais apoio da ONU

O Presidente do Afeganistão pediu hoje mais apoio para os esforços reformistas que o seu governo tem feito, durante uma intervenção numa conferência promovida pela ONU para o desenvolvimento, paz e segurança no seu país, em Genebra.

Ashraf Gani disse que queria “especificamente reconhecer o compromisso assumido pelos Estados Unidos desde 2001” no Afeganistão, referindo-se-lhe como um “aliado chave”.

Os ministros de Negócios Estrangeiros da Rússia, da Alemanha e do Irão, assim como chefes da política externa da União Europeia estão hoje a participar no evento de dois dias que começou terça-feira.

A conferência também tem por objetivo avaliar o progresso do governo afegão no uso de milhares de milhões de dólares provenientes de ajudas externas desde 2016 para a educação, cuidados médicos, ajuda humanitária e outras necessidades.

O Presidente do Afeganistão, confrontado com a insurgência crescente do grupo extremista islâmico Talibã, que ocupa cerca de metade do país, apresentou hoje os esforços do seu governo em áreas como a segurança, a justiça, os direitos das mulheres e a luta contra a corrupção.

“Temos um plano de reforma, e precisamos do vosso apoio para implementá-lo”, afirmou, concluindo que o país “está a enfrentar múltiplos desafios em várias frentes”.

O Afeganistão está entre os países mais corruptos do mundo e no ano passado a organização não-governamental Transparency International classificou-o na 177.ª posição, num total de 180 países.

Segundo a agência Associated Press, aquela organização não-governamental declarou que os esforços do país no combate à corrupção não são suficientes.

Os Estados Unidos concederam cerca de mil milhões de dólares (cerca de 886 mil milhões de euros) para fazer face ao conflito no Afeganistão, com a maior parte do montante reservado para as tropas norte-americanas mobilizadas e para as forças de segurança locais.

O governo norte-americano ainda dispensou cerca de quatro mil milhões de dólares (cerca de 3 mil milhões de euros) no financiamento dos anos seguintes.

A Rússia foi acusada pelos Estados Unidos de ajudar os talibãs, considerados por Moscovo como um bastião contra o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico, o que tem ameaçado a segurança dos Estados da Ásia Central e criado uma fonte de instabilidade para Moscovo.

O Irão foi também acusado de enviar para a Síria rebeldes xiitas afegãos, que se refugiaram no país fronteiriço, para integrar brigadas terroristas afegãs.

O Paquistão é suspeito, por sua vez, de acolher membros do grupo Talibã.

Na terça-feira, no início da conferência, a União Europeia anunciou uma ajuda financeira de 474 milhões de euros para o Afeganistão.

A Comissão Europeia afirmou que esta ajuda monetária visa apoiar reformas no setor público e da saúde, na justiça e nas questões de deslocamento e migrações. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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