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Organização dos Países Produtores de Petróleo em África reunida em Luanda

A Organização dos Países Produtores de Petróleo em África (APPO) está reunida desde ontem, em Luanda, para discutir e trocar experiências sobre implementação, políticas e produção de conteúdos locais no sector do petróleo.

O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, que fez a abertura do encontro, lembrou que a queda do preço do petróleo no mercado internacional tornou inviável muito projectos na indústria petrolífera e conduziu a uma redução substancial da actividade em muitas empresas fornecedoras de bens e equipamentos e serviços de apoio à indústria petrolífera.

Frederico Cardoso, que falava em representação do Presidente da República, disse que, em Angola, a situação provocou despedimentos massivos, num sector que representa cerca de 35 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e mais de 90 por cento das exportações.

Para fazer face à crise, segundo o ministro de Estado, o Executivo aprovou um conjunto de medidas de carácter macroeconómico e outras específicas, com incidência nas relações entre o Estado, através dos seus agentes, e as empresas operadoras do sector petrolífero.

As medidas, prosseguiu, têm como objectivo corrigir procedimentos, eliminar constrangimentos, melhorar o ambiente de negócios e fazer os reajustamentos que se impõem para garantir a rentabilidade da indústria petrolífera no país. Ainda no quadro das medidas tomadas pelo Executivo, disse, foram concedidos incentivos fiscais para a retomada de projectos até então considerados marginais, foi aprovada uma legislação sobre o gás natural, atractiva para os investidores, e tomadas medidas para a revitalização, no país, da indústria de equipamentos de apoio às actividades do sector.

Promovido pela Organização dos Países Produtores de Petróleo Africanos (APPO), o evento congrega os países membros, designadamente, Angola, Argélia, Benin, Camarões, Congo, RDC, Côte d’Ivoire, Egipto, Guiné Equatorial, Gabão, Ghana, Líbia, Mauritânia, Níger, Nigéria, África do Sul, Sudão e Tchad.

Angola acolheu, em 2016, a primeira conferência e exposição sobre conteúdo local na indústria de petróleo e gás em África. A segunda, que também decorre na capital angolana, termina hoje.

Peso do conteúdo local na indústria do sector

As empresas nacionais apenas participam com uma quota de 10 por cento do conteúdo local da indústria de exploração de petróleo e gás, informou o presidente da Prodiaman, Pedro Godinho

Entre 2013 e 2014, afirmou, a contribuição das empresas nacionais no conteúdo local atingiu 3,5 mil milhões de dólares norte-americanos. Segundo o responsável, 2014 foi o período mais alto da participação das empresas nacionais no conteúdo local.

Lembrou que, há 20 anos, as multinacionais que operavam no país traziam os bens e serviços e no final da sua actividade levavam os valores aos seus países de origem e o Governo reembolsava os custos operacionais que tinham no país.

Pedro Godinho defendeu a necessidade de as empresas nacionais de conteúdo local, como a Sonamet e a Panael, que se dedicam ao fabrico de estruturas de plataformas de produção petrolífera, elevarem a qualidade dos seus produtos a nível das congéneres sul-coreanas, americanas e de outros países. As empresas nacionais prestam serviços de logística, engenharia, controlo de equipamentos subaquáticos e outras parcerias que prestam à indústria de petróleo e gás.

Por sua vez, o secretário de Estado dos Petróleos, Paulino Jerónimo, afirmou que as medidas tomadas pelo Executivo sobre o conteúdo local visam relançar a indústria de petróleo e gás, que está quase paralisada.

Afirmou que o encontro constitui uma troca de experiências entre os vários países africanos e a exposição de várias empresas nacionais de conteúdo local.

Participam do encontro empresas nacionais de produção de conteúdo local, como a Anglofex, Petromar, Erema, Sonamet, Sonils e Umbilicais. (Jornal de Angola)

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