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Executivo trabalha para diminuir inflação

O Executivo angolano está a adoptar um conjunto de medidas para reduzir a inflação, diminuir o impacto da crise económica e financeira e propiciar o desenvolvimento do país, disse o deputado a Assembleia Nacional Nuno Carnaval.

Nuno Carnaval, que integra o Grupo Parlamentar do MPLA, falou durante um debate sobre “Angola 2017-2022, desafios e perspectivas políticas, económicas e sociais”, promovido pela Oficina do Conhecimento, na Mediateca Zé Dú, em Luanda.

Referiu que existe uma “visão, serenidade e atitude” para que o Executivo reduza o nível de inflação e, com ela, minimizar a crise, com base nos programas e acções em curso, nos mais variados domínios.

O deputado disse que as medidas estendem-se, entre outras, no aumento da produção interna não petrolífera, gerando mais emprego para os jovens.

Posição contrária apresentou o antigo deputado Mfuca Muzemba, um dos intervenientes do debate, que mostrou-se céptico quanto a possibilidade de Angola ultrapassar a crise nos próximos dois anos, apesar dos esforços do governo no combate às práticas de má gestão do erário público e da corrupção.

Entretanto, falou da necessidade de implementação de programas que promovem empregos para juventude e concorrem para a melhoria das condições nos diversos sectores.

Corroborando da opinião, o líder da Plataforma Juvenil para a Cidadania, Walter Ferreira, considera possível a saída da crise nos próximos anos, desde que o Executivo mude a estratégia de elaboração do Orçamento Geral de Estado (OGE), aposta em áreas fundamentais e sobretudo na diversificação económica.

Para si, o orçamento geral deve ser feito de forma abrangente, mediante auscultação de todas as franjas da sociedade, para que os problemas destas sejam, de facto, resolvidos.

Na ocasião, o fundador da Oficina do Conhecimento, Osvaldo Mboco, aferiu que Angola abre-se para um novo paradigma em termos de governação, fruto de um líder que imprime uma nova dinâmica.

Reconheceu que o país ainda tem uma economia que depende, em certa medida, do petróleo, apesar dos esforços em curso, pelo Executivo, no sentido da diversificação da sua economia.

Falou da política de melhoria do ambiente de negócios, no sentido de captar investidores para o país, mediante uma série de alterações feitas as leis de investimentos estrangeiros, da concorrência e a isenção ou facilitação de vistos, inclusive para empresários.

Todas estas acções concorrem para uma alteração no ambiente de negócio no país, juntamente com a melhoria dos caminhos-de-ferro, das estradas, entre outras infraestruturas de impacto, que permitem a circulação de pessoas e o escoamento do material do campo para as cidades e vice-versa.

Defendeu que os desafios políticos do país começam por maior abertura, maior democratização e uma política que seja inclusiva e participativa, propiciando uma governação com o povo, assim como o aumento do poder de compra das famílias.

Por outro lado, Osvaldo Mboco considerou positivo o debate promovido pela Oficina do Conhecimento que vai, no dia 30 deste mês, abordar o tema “a gravidez e depressão pós-parto”.

A iniciativa teve como oradores o deputado Nuno Carnaval, o docente universitário Francisco Sachitota, o coordenador da Plataforma Juvenil para a Cidadania, Walter Ferreira, e o antigo deputado Mfuca Muzemba.

A mesma visou elucidar os académicos (docentes e discentes) sobre os principais desafios do país, inclusive na arena internacional, no intuito de consciencializá-los da necessidade de, cada um, contribuir para o desenvolvimento de Angola, e resulta de uma parceria com a Mediateca Zé Dú, que acolheu o acto.

A Oficina do Conhecimento é formada por académicos de diversas áreas do saber que pretendem incentivar e difundir informações, capacitar e formar os jovens sobre diversos assuntos de interesse nacional, entre outros.

Neste ano, promoveu, entre outros, debates sobre o “bullying e as suas consequências no processo de ensino e aprendizagem”, “os jovens e o uso da internet em Angola”, “os grandes desafios de África no século XXI”, entre outros.

A oficina nasceu da necessidade de levar o conhecimento às comunidades, para estimular o interesse das pessoas sobre os assuntos que preocupam os angolanos, e tem como objectivo principal manter o diálogo, realizar palestras e debates interdisciplinar que concorrem para a busca de condições e soluções de assuntos do quotidiano.

A referida instituição propõe-se ainda em estabelecer parcerias com entidades e órgãos do Estado, tal como universidades públicas e privadas, quer sejam nacionais ou estrangeiras. (Angop)

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