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Ex-diretor de campanha de Trump acusado de mentir no acordo de confissão

O procurador especial dos EUA encarregado da investigação russa, Robert Mueller, acusou hoje o presidente de campanha de Donald Trump, Paul Manafort, de mentir aos investigadores, violando o acordo de confissão que tinha assinado.

A acusação de Robert Mueller, no âmbito das investigações a alegadas ligações russas à administração Trump, se vier a ser comprovada, pode aumentar a sentença de Paul Manafort, que se tinha comprometido a ajudar as autoridades federais, após um acordo de confissão de crimes de obstrução à justiça e de conspiração contra os EUA.

Mas o conflito entre Mueller e Manafort significa também que o procurador especial pode ter perdido uma testemunha importante para a investigação, sendo ele, enquanto diretor de campanha de Donald Trump, alguém presente em várias reuniões e com informação privilegiada sobre as relações do atual Presidente dos EUA e o governo russo, suspeito de interferência nas eleições de 2016.

Paul Manafort terá estado numa reunião na Trump Tower, envolvendo Donald Trump Jr. e um advogado russo, onde alegadamente terão sido dadas informações depreciativas sobre a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton.

Com esta acusação de Mueller, hoje, o relacionamento de Manafort com o gabinete do procurador especial volta à estaca zero, em tom conflituoso.

Antes do acordo judicial, Manafort contestou vigorosamente a legitimidade do procurador especial e envolveu-se numa disputa judicial que acabou por o levar à prisão por tentativa de adulteração de testemunhas.

Paul Manafort, que permanece preso, estava a cooperar com o procurador especial, desde que se declarou culpado por conspiração contra os EUA e por obstrução à justiça, em setembro passado.

Estes crimes decorreram do seu trabalho de lóbi e de trabalho político com o governo da Ucrânia, que ele admitiu ter realizado, violando a lei federal.

Mueller acusou hoje Manafort de ter cometido “crimes federais”, mentindo sobre “uma variedade de assuntos”, quando já tinha concordado em cooperar com a investigação.

O gabinete do procurador especial prometeu pormenorizar, posteriormente e ao tribunal, “a natureza dos crimes e mentiras” de Manafort.

Através dos advogados, Manafort negou ter mentido, dizendo que “acredita ter fornecido informações verdadeiras”, durante as sessões com os investigadores.

Manafort também diz que não violou o seu acordo de confissão.

A disputa sobre a questão deverá ser resolvida em tribunal, com a juíza distrital Amy Berman a ter que marcar uma data para o julgamento.

Se vier a comprovar-se a violação do acordo de confissão, Paul Manafort enfrenta a possibilidade de ser processado por acusações adicionais, que podem agravar a sua pena, para já estipulada em até cinco anos de cadeia. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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