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Embaixada da Ucrânia: não foi um “erro” nem um “acidente”, mas sim “uma acção deliberada”

A embaixada da Ucrânia em Portugal espera que haja mais esclarecimentos sobre o ataque russo aos navios ucranianos e “ações decisivas contra o agressor russo”, incluindo a “imposição de novas sanções e o aumento da pressão política sobre Moscovo”

ão foi um “erro”, nem um “acidente”, mas sim “uma ação deliberada, incluindo “o uso de armas contra os marinheiros ucranianos”. Assim descreveu a embaixada da Ucrânia em Portugal, em comunicado enviado às redações, o incidente envolvendo três embarcações ucranianas, ocorrido no domingo.

Segundo a embaixada, as ações da Rússia no Estreito de Kertch, que liga o mar Negro e o mar de Azov, constituem “uma violação flagrante da Carta da ONU e da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar”.

Um acordo assinado pela Rússia e a Ucrânia em 2003 veio determinar a partilha destas águas pelos dois países e isso mesmo assinalou a embaixada no referido comunicado – referiu que o Estreito de Kerch é um “estreito internacional” à luz da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e que “qualquer interferência na passagem pacífica e rápida pelo Estreito de Kerch é estritamente proibida pelo Direito Internacional”.

O ataque aos dois navios da Marinha ucraniana e a um rebocador (“Berdyansk”, “Nikopol” e “Yany Kapu”) deu-se no domingo. Segundo Moscovo, as referidas embarcações violaram a fronteira com a Rússia e cometeram “ações ilegais nas águas territoriais russas”. Os serviços de segurança da Rússia (FSB, antiga KGB) deram conta de três feridos que já terão recebido tratamento médico e cujas vidas “não estão em risco”. Também fizeram saber que os referidos navios receberam ordens para abandonar a zona mas que se terão recusado a fazê-lo, efetuando uma “manobra perigosa”.

Já a Ucrânia, por sua vez, denunciou “um ato agressivo da Rússia visando uma escalada premeditada” nesta região e afirmou que estavam, no momento do incidente, 23 ucranianos a bordo e que seis deles ficaram feridos. Também referiu que Moscovo tinha sido previamente informado sobre as deslocações dos navios, informação que a embaixada ucraniana em Portugal reforça no comunicado: “O lado russo foi informado da intenção de realizar esta transição, a fim de garantir a segurança da navegação.”

Depois do ataque, os navios prosseguiram caminho mas foram depois bloqueados por um petroleiro ao aproximarem-se da chamada Ponte da Crimeia ou Ponte de Kerch, que na verdade consiste em duas pontes paralelas construídas pela Rússia.

Para a embaixada ucraniana em Portugal, as ações da Rússia representam “uma ameaça à passagem não só dos navios ucranianos”, mas também de “centenas de navios de bandeira internacional” que atravessam o Estreito de Kerch.

Assim, é grande a preocupação no que toca à “segurança” na zona em causa, cuja situação a embaixada diz agora ter piorado “devido à provocação deliberada e ao comportamento agressivo da Federação Russa”. “Pela primeira vez, os militares russos ordenaram oficialmente o abrir fogo contra navios ucranianos para deliberadamente atingir os ucranianos”, afirma ainda o comunicado, segundo o qual há gravações e “provas irrefutáveis” de que esta agressão não foi “um erro”, nem um “acidente”, mas sim “uma ação deliberada, incluindo o uso de armas contra os marinheiros ucranianos”.

O incidente ocorrido no domingo veio aumentar a tensão entre a Rússia e a Ucrânia – e isto porque há vários anos que os exércitos dos dois países não entravam em conflito direto, embora as forças ucranianas tenham vindo a lutar contra os separatistas apoiados por Moscovo no leste do país.

A embaixada da Ucrânia em Portugal diz mesmo temer “mais comportamentos agressivos e provocações” por parte da Rússia. Também espera que haja mais esclarecimentos sobre o ataque russo aos navios ucranianos e “ações decisivas contra o agressor russo”, incluindo a “imposição de novas sanções e o aumento da pressão política sobre Moscovo, para amenizar a situação da segurança no mar e desbloquear a passagem livre do canal de Kerch-Yenikale pelos navios militares ucranianos”. (Expresso)

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