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Jovens africanos recebem treino sobre processamento de mandioca no Brasil

Um grupo de jovens empreendedores agrícolas provenientes de quatro países africanos participaram, ao longo desta semana, num treino intensivo sobre processamento de mandioca, na cidade brasileira de Cruz das Almas, no estado da Bahia.

O “Workshop em processamento e pós-colheita em mandioca” é o resultado de uma iniciativa do Instituto Brasil África (IBRAF), financiado pelo Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola (FIDA) da ONU e executado pela equipa técnica da empresa ‘Embrapa Mandioca e Fruticultura’.

“Temos sete jovens que estão agora no Brasil para uma visita de uma semana, através de um projeto que o FIDA está a financiar aqui na Bahía”, com “o intuito de conhecerem processos de transformação de mandioca, porque eles são todos de empresas que fazem essa transformação em diferentes países de África. Querem aprender novos métodos e procedimentos para a venda”, explicou Claus Reiner, diretor do FIDA no Brasil, em entrevista à agência Lusa.

O grupo é formado por sete administradores de pequenos negócios no setor de mandioca – três vindos do Gana, dois dos Camarões, um da Nigéria e outro da Costa do Marfim.

Em território brasileiro, Claus Reiner indicou que os jovens africanos foram para “os campos, para visitar as atividades do projeto” e conhecer outras formas de explorar a mandioca, para mais tarde tentarem replicar nos seus países os diversos produtos feitos através desta planta, que em África eram praticamente desconhecidos.

No entanto, o diretor do FIDA no Brasil afirmou que não foram apenas os jovens africanos a saírem beneficiados com a experiência, pois estes também deram a conhecer produtos que no Brasil não têm tanta dimensão.

“Um deles trouxe com ele cuscuz de mandioca, um produto que aqui no Brasil não era conhecido. Então, há aqui um intercâmbio de possibilidades de transformação que é interessante para os dois lados”, garantiu.

Contudo, Claus Reiner assegurou que o intuito destes pequenos empresários não passa por estabelecer parcerias de negócio no Brasil, mas sim tentarem implementar no mercado africano modelos de negócio semelhantes aos do país sul-americano, dentro das suas áreas de atuação.

“A ideia é obter conhecimentos de outras formas de transformação, de produção e atividades da venda da mandioca. Conhecer bem os processos de venda e comercialização. Para eles, a comercialização no Brasil não é um tema para o momento, porque eles têm um mercado muito grande nos próprios países, o que torna o processo mais direto”, disse à Lusa Claus Reiner, durante o sexto fórum Brasil África.

O fórum teve como principal tema o “Empoderamento juvenil: transformação para alcançar o desenvolvimento sustentável”, abordando, entre outros assuntos, os fluxos de comércio e investimentos entre o Brasil e África, a indústria criativa, O papel dos jovens na promoção da democracia e da paz, e a Cooperação Sul-Sul e triangular para saúde e desenvolvimento.

A iniciativa contou com a participação de oradores ligados à economia, investimento, educação, saúde, agricultura e comércio, em África e no Brasil.

Uma das grandes temáticas abordadas foi o fomento da agricultura, tendo três das maiores organizações mundiais de combate à fome e promoção da segurança alimentar – Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, o Fórum para Pesquisa Agrícola na África e o Programa Mundial de Alimento – dialogado conjuntamente sobre como tornar a agricultura num espaço interessante para os jovens.

O presidente do Instituto Brasil África (Ibraf), João Bosco, revelou ter esperança de que a troca de experiências durante o fórum sirva para dinamizar oportunidades de intercâmbio entre o Brasil e o continente africano. (Sapo 24)

por Lusa

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