- Publicidade-
Smooth Jazz Rádio Calema
Inicio Desporto Futebol Antes do encontro com o Benfica, o Bayern de Munique enfrenta pior...

Antes do encontro com o Benfica, o Bayern de Munique enfrenta pior crise dos últimos anos

Nos últimos oito jogos na Bundesliga, apenas duas vitórias para o Bayern. Insegurança defensiva, desconcentrações fatais. Um hexacampeão irreconhecível coloca os dirigentes em alerta e o treinador em situação limite.

É a maior crise desportiva do Bayern Munique nos últimos sete anos. No início da época, o hexacampeão alemão trocou de treinador e, ao que parece, congelou a mentalidade ganhadora e o espírito de conquista permanente que caracterizavam a equipa nos tempos de Jupp Heynckes e de Pep Guardiola.

O croata Niko Kovač – técnico de sucesso, a época passada, no Eintracht Frankfurt – parece ainda não ter encontrado a fórmula certa para retomar o caminho das vitórias. O jogo da Champions League, esta terça-feira (27.11), frente ao Benfica, pode ser decisivo, mesmo que a paciência do presidente do clube, Uli Hoeneß, e dos restantes responsáveis do Bayern pareça já ter esgotado…

Lukebakio faz soar o alarme

Um jovem belga de 21 anos fez transbordar o copo da tolerância em Munique. Dodi Lukebakio marcou três golos, gelou a Allianz Arena e colocou Kovač debaixo de fogo. O empate cedido pelos bávaros frente ao Fortuna Düsseldorf, um dos últimos da tabela classificativa da Bundesliga, deixou a nu as insuficiências da equipa.

Qualidade ofensiva não falta (embora alicerçada em jogadores que caminham a passos largos para a parte final das respetivas carreiras, como Franck Ribéry, Arjen Robben ou Thomas Müller), mas a estrutura defensiva do campeão deixa muito a desejar. Os sucessivos erros cometidos no encontro de sábado que acabou com um empate a três golos não passaram em claro aos máximos responsáveis, motivando mesmo algumas manifestações públicas de desagrado, sendo o defesa Jerôme Boateng um dos jogadores mais penalizados.

Do descalabro na Bundesliga ao teste português

Depois de seis anos de intenso domínio do futebol germânico, o Bayern de Munique passa agora por um período de falência de resultados, que se reflete no quinto lugar da Bundesliga, ao cabo de 12 jornadas. Com apenas 21 pontos, o conjunto de Niko Kovač está já a nove do líder Borussia Dortmund, e, nos últimos três jogos da liga doméstica, empatou dois e perdeu um.

A falta de rendimento competitivo deixa o treinador croata, de 47 anos, contratado no defeso para substituir Jupp Heynckes, em muito maus lençóis, e na dependência direta do que puder fazer no jogo europeu desta semana, frente ao Benfica.

Adversário na Liga dos Campeões, o Benfica, também atravessa fase difícil

O certo é que os portugueses surgem em Munique num momento de igual contestação ao seu treinador Rui Vitória. É um Benfica débil, que não convence os seus adeptos intramuros, e que, em termos europeus, vem de uma temporada para esquecer: o ano passado, os lisboetas perderam todos os seis jogos da fase de grupos da Champions League, um recorde negativo que ninguém esquece no estádio da Luz.

Este ano, será difícil ao Benfica conseguir o apuramento para os oitavos-de-final, mas o terceiro posto do grupo, que garante a repescagem para a Europa League (Liga Europa), parece ao alcance do histórico clube português.

Hoeneß anuncia análise da situação

É este Benfica que vai colocar à prova os dotes europeus do Bayern e, sobretudo, a paciência de adeptos e dirigentes em relação ao treinador croata. Niko Kovač sabe que os resultados têm ficado claramente aquém do esperado, e nem a provável garantia da qualificação para a próxima fase da Champions League deve ser suficiente para evitar uma análise profunda da situação, após o jogo de terça-feira.

Aliás, o presidente Uli Hoeneß já deixou claro que a administração bávara vai proceder a uma reflexão decisiva ainda esta semana. “No momento, não se coloca a questão do treinador”, disse Hoeneß, mas já advertiu que “depois do jogo de terça-feira, vamos ter que analisar tudo”.

Kovač, que enquanto jogador atuou no Hertha Berlim, Bayer Leverkusen, Hamburgo (HSV), Bayern Munique e Red Bull Salzburgo, foi 83 vezes “internacional” pela Croácia, cuja seleção orientou entre 2013 e 2015.

Mas foi no comando do Eintracht Frankfurt que a sua notoriedade aumentou, ganhando, o ano passado, a final da Taça da Alemanha contra o Bayern de Munique e o acesso às provas europeias (nove anos depois).

Não foi, porém, a primeira escolha da administração do Bayern para substituir Jupp Heynckes. Apenas depois da resposta negativa de Tomas Tuchel (entretanto comprometido com o PSG Paris Saint-Germain) e da indisponibilidade de Jürgen Klopp (totalmente absorvido pelo trabalho no Liverpool) é que o nome de Kovač surgiu. Meio ano depois, a incontornável frieza do futebol pode obrigá-lo a fazer de novo as malas. (DW África)

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Notícias relacionadas

- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.