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Didier Drogba: o fim de uma carreira marcada a golos

O avançado costa-marfinense, melhor marcador africano de sempre da Liga Inglesa e um dos ícones do Chelsea, abandona os relvados.

Depois de vários “avanços e recuos”, Didier Drogba deixou mesmo os relvados aos 40 anos. Nesta quinta-feira, utilizando as redes sociais, o futebolista agradeceu “a todos os clubes, treinadores e jogadores” com que se cruzou. Actualmente, o avançado costa-marfinense ainda estava a jogar nos Estados Unidos, nos Phoenix Rising, emblema da segunda divisão do campeonato de futebol norte-americano.

Técnica, velocidade, finalização e boa disposição escreveram a história deste futebolista que começou na França e teve finais felizes em Inglaterra e no seu país natal, a Costa do Marfim. Muitos chamam-lhe mesmo o rei do estádio do Chelsea.

Didier Drogba é uma das estrelas maiores do futebol africano. 794 jogos, 366 golos e vários momentos como um pioneiro dos terrenos que pisou. Depois de uma época e meia notável no Guingamp, o avançado foi contratado pelo Marselha e fez uma época “para inglês ver”, neste caso, os do Chelsea, com 32 golos marcados.

Aquando da chegada de Drogba a Londres, poucos sabiam onde era a Costa do Marfim. O goleador costa-marfinense foi uma das caras novas da equipa londrina, que tinha recebido uma injecção de capital nunca antes vista. Em 2004, o avançado foi um de muitos reforços do emblema propriedade do magnata russo Roman Abramovich – da baliza ao ataque, passando pelo banco de suplentes, onde José Mourinho chegou para treinar, depois de vencer a Liga dos Campeões pelo FC Porto. Nessa primeira época, o Chelsea conquistou o título de campeão inglês e ainda a Taça da Liga.

Drogba foi escolhido para grandes momentos. Em 2012, na final da Liga dos Campeões, em Munique, fez o golo do empate ao minuto 88 frente ao Bayern. Com 1-1 no marcador, a conquista do primeiro título europeu do Chelsea chegou com o quarto e decisivo golo de penálti. Desde então, é colocada em todos os jogos do estádio Stamford Bridge, no topo de uma das bancadas, uma tarja laranja com uma foto do jogador e a mensagem “Drogba legend” (lenda, em português). Ao todo, foram 19 títulos em toda a carreira que ainda teve uma passagem pela China (Shanghai Shenhua), Turquia (Galatasaray) e os canadianos do Montreal Impact. Mas os ingleses não esquecem.

Na mensagem de despedida, Drogba também mostrou estar orgulhoso pela “viagem do futebol o ter feito crescer como homem”. Em 2005, após ter marcado o golo que levou a Costa do Marfim pela primeira vez a um campeonato do mundo, o jogador falava para a televisão nacional em directo do balneário com um pedido: “Provámos que todos os costa-marfinenses conseguem coexistir. Agora suplicamos de joelhos que perdoem. Um país africano com tantos ricos não pode cair na guerra. Baixem as armas, marquem eleições. Tudo irá correr bem. Queremos divertir-nos”.

O país estava em guerra civil desde 2002 e quatro mil pessoas já tinham morrido. A cidade natal de Drogba, Abidjan, foi uma das mais afectadas. Os confrontos terminaram em 2007, mas a trégua que o futebol estabeleceu foi temporária. Os ataques rebeldes do Burquina Faso voltaram a surgir nas principais cidades costa-marfinenses em 2011.

Depois dos golos, Didier Drogba não deixou pistas sobre se o seu futuro vai continuar a passar pelo futebol, mas há uns anos deixou claro que “não se via na política” e só queria “retribuir a África”, o continente que lhe “deu muito”. É conhecido que o jogador foi anfitrião de vários eventos de caridade em Londres para criar cinco hospitais na Costa do Marfim através da sua fundação. O investimento rondou os três milhões de euros. (Público)

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