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Trump confunde tempo com alterações climáticas

Frio no nordeste dos Estados Unidos é suficiente para pôr em causa as alterações climáticas, segundo o presidente dos Estados Unidos.

O presidente dos EUA usou o Twitter para pôr em causa as alterações climáticas. “Uma prolongada frente fria pode rebentar com todos os registos – o que aconteceu com o aquecimento global?”, escreveu Donald Trump na quarta-feira à noite.

O tuíte foi escrito quando parte do nordeste do país enfrenta alertas de frio extremo e a cidade de Boston pode ter o Dia de Ação de Graças mais frio de sempre desde que há registos.

No entanto, o presidente norte-americano voltou a confundir o (mau) tempo pontual com o clima (padrões de tempo) e com as alterações climáticas.

O cientista chefe da organização Union of Concerned Scientists, Peter Frumhoff, disse à CNN: “É como dizer ‘se toda a gente à minha volta é rica a pobreza não é um problema’.”

Também nos comentários ao tuíte a declaração de Trump é desfeita em pedaços.”É causa e efeito, aquecimento num local causa arrefecimento noutro. É como cometer fraude nas eleições em Nova Iorque causar uma destituição em Washington”, comentou um seguidor.

Outubro foi o segundo mais quente de sempre
O comentário surgiu um dia depois de a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOOA, sigla em inglês) ter divulgado o relatório de outubro de 2018 e concluído que aquele mês foi o segundo mais quente desde que há registos (1880). Só em 2015 houve um outubro mais quente.

Há dias, a propósito dos incêndios na Califórnia, Trump admitiu na Fox que as alterações climáticas “podem contribuir um pouco” para o desastre, mas o “grande problema é a gestão florestal”.

Os especialistas refutaram os comentários de Trump. Em primeiro lugar, a Califórnia tem vivido quase todos os anos do século XXI em seca, pelo que “é muito menos devido à má gestão, mas sim o resultado da transformação das florestas, matas e pradarias com as alterações climáticas cada vez mais sérias”, comentou à AP o reitor da escola de ambiente da Universidade do Michigan Jonathan Overpeck. Em segundo lugar, o segundo maior incêndio não ocorreu em zona de floresta, mas de mato. (Diário de Notícias)

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