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Seca extrema no Afeganistão obriga pais a vender um dos filhos para alimentarem o resto da família

A CNN foi até à cidade de Herat, na parte ocidental do Afeganistão, documentar uma das mais severas secas de sempre no país. Mais de 250 mil pessoas já tiveram que fugir da zona e alguns pais estão a vender um dos seus filhos para poderem continuar a dar comida aos restantes

Afeganistão está a passar uma fase de recordes – e não há um único que seja positivo. Os ataques dos talibãs estão em números assustadores, o número de agentes de segurança pública assassinados também nunca esteve neste ponto e mais de 45% do território afegão é controlado pelos talibãs. À violência junta-se agora uma seca que está a devastar a região ocidental do país, principalmente a cidade de Herat, onde há pais a vender os seus filhos para que os que restam não morram de fome.

A CNN esteve no local a falar com algumas das famílias mais afetadas pela seca que, segundo a ONU, já provocou um êxodo maior do que a violência: cerca de 275 mil pessoas fugiram das suas casas para tentarem encontrar forma de subsistência longe do cenário árido que envolve a região. Há quatro anos que não chove o suficiente, fenómeno que devastou a agricultura da região.

Num campo de refugiados perto de Herat, a CNN encontrou Mamareen, que perdeu o marido na guerra, a sua casa para o clima irascível e a uma das suas filhas para um homem que a quer casar com o seu filho. A filha de Mamareen chamava-se Akila, tinha seis anos, e foi vendida por cerca de 2,700 euros. “Ela não sabe que eu a vendi. Como poderia? É uma criança. Com sorrisos ou lágrimas, ela teve que ir. Quem venderia um pedaço de coração a menos que tivesse mesmo que o fazer?”, disse esta mãe à equipa de reportagem da CNN.

Um outro caso detalhado neste trabalho é o de um homem que não quis dar o nome aos os jornalistas, mas que confessou ter entregado a sua filha de quatro anos a um homem a quem devia dinheiro. “Não tive outra hipótese. Não tenho dinheiro nem forma de trabalhar. Esse homem disse-me que ou eu lhe pagava o que devia ou lhe dava a minha filha. Eu escolhi a última opção”. (Expresso)

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