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O que se sabe do missionário morto pela tribo “mais isolada do Mundo”

John Allen Chau era um amante da Natureza e das situações limite. Já passou verões sozinho numa cabana na Califórnia e quase perdeu uma perna depois de ter sido picado por uma cascavel. Encontrou a morte quando tentou aproximar-se de uma ilha onde vive uma das tribos mais misteriosas do planeta, conhecida por atacar quem os visita.

Chau tinha 26 anos e era natural do Estado de Washington, onde estudou numa escola cristã em Vancouver. Em 2014, entrou na Roberts University, uma instituição cristã de Oklahoma, que lhe permitiu estreitar relações com a comunidade religiosa dedicada às missões.

Terá sido com o propósito de evangelizar os Sentinelas, que vivem isolados na Ilha de Sentinela, no Golfo de Bengala, que Chau entrou numa aventura que se revelou fatal, tentando visitar aquela tribo, considerada por especialistas como sendo a “mais isolada do Mundo”.

A estação “CNN” explica que o norte-americano pediu a um amigo que encontrasse um barco e alguns pescadores para o ajudar a chegar mais próximo da ilha, ultrapassando os limites legais, que impedem que estrangeiros se aproximem do local por motivos de segurança.

Do barco, um dos pescadores contou que Chau usou uma canoa para chegar à costa da ilha no dia 16 de novembro, regressando no mesmo dia com ferimentos de setas.

Apesar do risco, voltou a tentar chegar à ilha no dia seguinte e nunca mais foi visto. Mais tarde, os pescadores viram membros da tribo a arrastarem o corpo do homem.

Notas do diário revelam encontro violento

No diário que ele tinha e que um dos pescadores que o levou até próximo da ilha entregou às autoridades, o rapaz contou como foi o encontro com a tribo. “Eu remei como nunca de volta ao barco. Senti medo e fiquei desapontado porque eles não me aceitaram”, explicou, contando como foi a primeira tentativa de contacto.

“Vocês devem pensar que sou maluco, mas eu acho que vale a pena para apresentar Jesus a estas pessoas”, disse, numa carta dirigida aos pais, e a que o jornal “The Guardian” teve acesso, justificando a segunda tentativa de contacto.

Sete pessoas, incluindo os pescadores que o ajudaram a chegar perto da ilha, foram detidas, segundo o “Irish Times”.

Numa publicação no Instagram, na quarta-feira, a família do rapaz disse que perdoava os membros da tribo e pediu para que as pessoas que o ajudaram fossem libertadas. Na publicação, os familiares descreveram Chau como sendo “um filho, irmão e tio muito amado”, assim como um missionário cristão. (Jornal de Notícias)

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