- Publicidade-
Smooth Jazz Rádio Calema
Inicio Destaques Congresso ordena a Trump que investigue o príncipe herdeiro saudita

Congresso ordena a Trump que investigue o príncipe herdeiro saudita

Até os republicanos do seu partido estão enervados. Donald Trump parece mais do que relutante em admitir que a monarquia saudita esteve mesmo envolvida no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi apesar de a própria CIA apontar o dedo ao príncipe herdeiro. O Comité de Relações Internacionais do Senado enviou uma carta à Casa Branca que obriga o presidente a pedir uma investigação oficial

A CIA tem mas Donald Trump não tem a certeza de que a ordem para assassinar o jornalista saudita Jamal Khashoggi tenha mesmo partido do príncipe herdeiro do reino, Mohammad bin Salman.

O Presidente dos Estados Unidos continua a defender a Arábia Saudita, um dos maiores aliados dos Estados Unidos no Médio Oriente, e diz que não vai prejudicar a economia dos Estados Unidos “sendo tonto” em relação aos sauditas: “Para mim é sempre América em primeiro lugar, América em primeiro lugar”, disse em comunicado, depois de questionado sobre a conclusão da CIA.

Uma parte do Congresso, porém, pensa de forma diferente e nem democratas nem republicanos parecem tão preparados quanto Trump para esquecer o assunto. Afinal, Khashoggi, um residente norte-americano colunista do “Washington Post”, foi morto, alegadamente por métodos grotescos, em solo turco.

Os membros do Comité do Senado para as Relações Internacionais enviaram uma carta à Casa Branca na terça-feira à noite de forma a pressionar Trump para lançar uma investigação oficial sobre o grau de envolvimento de Mohammad bin Salman no homicídio que criou uma enorme crise diplomática. Este passo marca o distanciamento entre a Casa Branca e a Colina do Capitólio: os congressistas querem medidas mais duras sobre a Arábia Saudita, Donald Trump prefere não se comprometer.

Os dois senadores que assinam a carta, Bob Corker, senador republicano pelo Tennessee e Bob Menendez, democrata de New Jersey, sustentam o pedido na chamada “Lei Magnitsky”, uma lei de 2016 que permite aos Estados Unidos impor sanções sobre indivíduos que tenham violado os Direitos Humanos ou tenham sido considerados culpados de corrupção. Esta lei dá ao Congresso o poder de ordenar ao Executivo que investigue uma determinada pessoa e produza um relatório em 120 dias.

“À luz dos desenvolvimentos recentes, incluindo a própria confirmação oficial por parte do governo saudita de que teriam mesmo sido cidadãos sauditas a assassinar Khashoggi no seu consulado em Istambul, pedimos a sua determinação na investigação deste crime e especial atenção ao alegado papel do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman neste crime”, lê-se na carta.

Bob Corker disse ao canal de televisão WTVC que lamentava toda a situação. “É muito delicada a situação. De um lado temos um aliado que assim se tem mantido desde há décadas e, do outro, um príncipe herdeiro que eu acredito ter mandado matar um jornalista”.

Sobre o comunicado escrito por Trump, no qual defende a “robusta relação” entre o seu país e a Arábia Saudita, Corker foi igualmente duro: “Aquela nota de imprensa parecia escrita para os sauditas, e não para os norte-americanos”.

TURQUIA DIZ QUE DECLARAÇÕES DE TRUMP SÃO “CÓMICAS”
Numan Kurtulmus, vice-presidente do partido Justiça e Desenvolvimento do presidente Recep Tayyip Erdogan, disse à televisão turca TRT Haber que Donald Trump “está a ser condescendente com um assassinato” apenas para preservar a relação com Riade.

Além disso, classificou as declarações do presidente de “cómicas” uma vez que Trump deu a entender que a CIA estava “ainda a investigar” e que “ainda não havia conclusões”. Ora, para Kurtulmus, a “CIA até sabe a cor do pêlo do gato que se passeia pelo consulado dos sauditas” e por isso não acredita que a agência não saiba quem deu a ordem para matar Jamal Khashoggi

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Notícias relacionadas

- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.