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Alemanha contribui no combate ao desemprego jovem em Moçambique

O Centro Cultural Moçambicano-Alemão e a Câmara de Comércio Moçambique-Alemanha acabam de lançar o projeto Indústria Criativa. A ideia é apoiar jovens artistas talentosos na criação do auto-emprego.

O Governo alemão, através da sua Embaixada em Moçambique, diz que é possível os jovens moçambicanos criarem auto-emprego a partir das artes.

O embaixador da Alemanha em Maputo entende que muitos jovens no país têm talento em diversas áreas culturais, mas falta-lhes apoio para o auto-emprego.

Foi por isso mesmo que o diplomata alemão, Detlev Wolter, disse que Moçambique deve apostar na indústria criativa dos jovens.

“Queremos apoiar dois aspetos: A cultura moçambicana e também o emprego. Com a parceria com as instituições alemãs com muita experiência neste domínio, nomeadamente a Câmara de Comércio Moçambique-Alemanha, na parte económica, e o Instituto Goethe e o Centro Cultural Moçambicano-Alemão. Esperamos poder apoiar todos os esforços necessários para criar o auto-emprego”, explica Wolter.

Importância do financiamento

O projeto Indústria Criativa, lançado esta quarta-feira (21.11) em Maputo, deve destinar-se aos jovens artistas que têm talento, mas que não possuem possibilidades financeiras.

“Vemos uma cultura muito criativa em África e em Moçambique, sobretudo na música. Os artistas aqui têm poucas possibilidades financeiras. Por isso, esta iniciativa de apoiar startups criativas pode iniciar um processo para os jovens serem auto-suficientes a partir do auto-emprego”, avalia o embaixador alemão em Moçambique.

A diretora do Centro Cultural Moçambicano-Alemão, Konstanze Kampfer, disse que para que os jovens moçambicanos tenham sucessos devem estar em contato com os outros países.

“Fazemos parte da família [do Instituto] Goethe, que é co-financiado pelo Ministério das Relações Exteriores da Alemanha. O Goethe ganhou um grande projeto que está a ser implementado em três cidades mundiais – em Salónica [na Grécia], em Jakarta [na Indonésia] e em Joanesburgo [na África do Sul] – em criar redes para jovens empreendedores e capacitá-los na área artística em que são criativos”, revela Kampfer.

Artistas otimistas

Os artistas querem agarrar este projeto porque entendem que existem muitos jovens talentosos em diversas áreas culturais. É o caso do músico Samito Tembe.

“É uma iniciativa para louvar, porque jovens criadores têm agora uma oportunidade de criar mais para vender”, considera.

Edson Mahotas, músico e compositor, é outro jovem que quer abraçar o projeto Indústria Criativa porque é uma rampa de lançamento para o sucesso.

“É o trazer de uma solução que há muito esperamos. Para nós que estamos a começar nesta Industria Criativa, é muito difícil furar o mercado. Não necessariamente fazer eventos, mas ter condições para fazer bons eventos. Então, quanto mais apoios tivermos, melhor conseguimos responder à demanda do mercado e trazer artistas e eventos com melhor qualidade,” conclui.

O projeto Indústria Criativa é uma parceira da Câmara de Comércio Moçambique-Alemanha, Centro Cultural Moçambicano-Alemão e o Standard Bank. (DW África)

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