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Rejeitada candidatura do Kosovo a membro da Interpol

A candidatura do Kosovo a membro da Interpol foi hoje rejeitada durante a 87.ª assembleia geral daquela organização internacional de polícia, que decorre no Dubai, Emirados Árabes Unidos, anunciou a instituição.

“A candidatura do Kosovo foi rejeitada pela assembleia geral”, refere a Interpol num comunicado disponível na página ‘online’ da organização.

O Governo do Kosovo confirmou ter perdido a votação, em que participaram delegados de 192 estados membros da organização, enquanto o ministro do Interior da Sérvia, Nebojsa Stefanovic, que participa na reunião, escreveu “Vitória!” na sua conta na rede social Twitter.

Apoiada pela Rússia, a Servia, que não reconhece a declaração de independência do Kosovo, em 2008, fez campanha contra a entrada do país na Interpol.

A 87.ª assembleia geral aprovou, por outro lado, com mais de dois terços dos votos, a entrada de Kiribati e Vanuatu, elevando para 194 o número de países membros deste corpo da polícia.

Durante o encontro, que decorre até quarta-feira, será ainda eleito o novo presidente da organização, depois da demissão, em outubro, do anterior presidente, o chinês Meng Hongwei, que desapareceu durante uma viagem à China, onde está detido e a ser investigado pelas autoridades chinesas por suspeitas de corrupção.

Um dos nomes mais veiculado para suceder a Meng Hongwei é o do atual vice-presidente, Alexander Prokopchuk, 56 anos, antigo major-general do Ministério do Interior russo, uma candidatura que está a ser contestada, nomeadamente senadores norte-americanos.

A outra candidatura para cumprir os dois anos que faltam do mandato de quatro de Meng Hongwei é do atual presidente interino, o sul-coreano Kim Jong-yang.

No domingo, citando responsáveis britânicos, o diário Times dava praticamente como certa a eleição de Alexandre Prokoptchouk, o que levou quatro senadores norte-americanos a apelarem, numa carta aberta, aos delegados à assembleia geral para rejeitarem a candidatura.

Também o crítico do Kremlin Bill Browder contestou a candidatura, considerando que a sua eleição minará a agência internacional de polícia.

Browder, que gere um fundo de investimentos com operações em Moscovo, acusou o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, de tentar usar a Interpol para perseguir os seus críticos, considerando que eleger um russo para liderar a agência irá intensificar esses esforços.

Bill Browder tem vindo a defender a imposição de sanções a responsáveis russos acusados de abusos dos direitos humanos depois de o seu advogado ter morrido enquanto estava detido na Rússia.

O Kremlin reagiu às críticas, acusando os senadores norte-americanos de “ingerência” nas “eleições de uma organização internacional”.

“De que outra forma podemos chamar isto”, questionou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

A eleição do presidente da Interpol está marcada para quarta-feira. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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