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Operação Resgate: Associação de defesa do consumidor defende mais sensibilização

O porta-voz da Associação Angolana de Ajuda ao Consumidor, Pedro Bala, em entrevista ao Portal de Angola, fez saber que o grémio que representa reprova à forma como as autoridades angolanas têm ‘combatido’ os mais desfavorecidos.

“Defendemos que a sensibilização deveria ser feita com mais tempo, igual as campanhas eleitorais”, ressalvou.

“Não percebemos como é que o Executivo deu seis meses para que fosse feito o repatriamento de capitais, mas, para às pessoas envolvidas, por exemplo, na venda ambulante que é o principal meio de sustento de boa parte da sociedade angolana, a operação seja feita de forma brusca”, disse apontando o mercado dos Correios e outros encerrados como exemplo.

“Estes locais eram fonte de sustento do Estado, porque as pessoas que aí estavam pagavam dinheiro que revertia para o Tesouro, não é que estamos a favor daqueles que vendem material roubado, mas a Polícia por si só tem mecanismos para apurar quem vende ou não meios ilícitos”, disse.

Pedro Bala é de opinião que a desordem que existe em Angola é, principalmente, institucional.

Impacto da Operação.

“Visto que a maior parte dos consumidores de bens e serviços recorrem ao mercado informal desordenado, que é fruto da fraca capacidade financeira da população, que não consegue adquirir os serviços em grandes superfícies comercias, em função dos preços exercidos, não seria o próprio Estado que é uma pessoa de bem, combater a fonte de rendimento das famílias”, ressalvou, acrescentando que a mudança deste quadro é feita através de programas de integração social e não de uso desproporcional da força policial, como tem sido a ferramenta de exemplo.

Falta de organização das instituições

Por outra, o responsável diz que não entende o facto do Executivo exigir que as cantinas, roulottes e outros centros comerciais estejam legalizados “e o próprio proponente nem está preparado para o fazer, porque vimos as enchentes nas administrações e repartições fiscais por falta de condições humanas e técnicas”, concluiu.

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