- Publicidade-
Smooth Jazz Rádio Calema
Inicio Mundo EUA O homem que violou Alyssa enquanto ela estava a morrer foi condenado...

O homem que violou Alyssa enquanto ela estava a morrer foi condenado a 34 meses de prisão

Brian drogou-se com Alyssa e, em seguida, violou-a. Durante a noite ela teve uma overdose e nunca foi ajudada. Não foi pedido socorro. Pela manhã, Alyssa estava morta e Brian tentou esconder o cadáver. Aconteceu em Washington, nos EUA, em fevereiro. Agora, Brian foi condenado

3 de fevereiro de 2018. Noite.

Alyssa Noceda, 18 anos, vai até à caravana onde vivia Brian Varela, 19 anos. Havia uma festa. Tinham Percocet, um medicamento também composto por paracetamol (mais tarde, os exames viriam a comprovar que afinal foi uma mistura de fentanil, um forte opiáceo, e de alprazolam, genérico de xanax). Depois, houve sexo. Ele deu-lhe algo para fumar e ela colapsou. Brian fotografou-a nua e enviou as imagens aos amigos. Gabava-se do que acabara de fazer e dizia que Alyssa parecia estar a ter uma overdose. Por fim, Brian foi jogar videojogos e acabou por adormecer.

4 de fevereiro de 2018. Manhã.

Brian acordou e percebeu que Alyssa não reagia. Estava morta. Deixou-a trancada e foi trabalhar. Quando regressou, pegou no corpo e lavou-o. Queria limpar os restos do seu ADN, voltar a vesti-la e pô-la numa caixa de plástico. Planeava encher o recipiente de cebolas para disfarçar o cheiro.

O relato do que se passou naquelas noites e manhã de fevereiro em Snohomish, não muito longe da cidade norte-americana de Seattle, é feito ao detalhe nos documentos da polícia a que a imprensa norte-americana teve acesso. Na quinta-feira, Brian foi condenado pelos crimes de homicídio em segundo grau, violação em terceiro grau e eliminação ilegal de restos corporais. Vai cumprir 34 meses de prisão – menos de três anos – e a pena pode vir a ser inferior em caso de bom comportamento.

“É uma piada”, dizia Gina Pierson, mãe de Alyssa, pouco depois de conhecida a condenação. “Três anos por tirarem a vida a alguém. Só pode ser uma piada”, insistiu em declarações à estação de rádio Komo News, que acompanhou a audiência.

A decisão do Tribunal Estadal não coincide com aquilo que a juíza do tribunal Superior de Snohomish, Linda Krese, desejava. “Até eu acho a pena verdadeiramente inadequada”, considerou, citada pelo “New York Times”. Para atenuar a pena, foi levado em conta o facto de Brian Varela não ter antecedentes criminais. A acusação havia pedido pena de morte.

DESCULPA
“Peço desculpa pelas minhas ações egoístas. Qualquer que seja a pena, mereço-a.” Em tribunal, perante o juiz e o júri, Brian pediu desculpa. Até agora, estava preso na prisão de Snohomish. Em breve vai ser transferido para uma penitenciária estatal, onde vai cumprir a pena.

Inicialmente, Brian Varela havia sido acusado dos crimes de homicídio de primeiro grau e violação de segundo grau.

Para Toni Montgomery, procurador do processo, “nunca se sentirá que se pode condená-lo adequadamente”. E explicou, segundo o jornal “The New York Times”, que segundo as leis estaduais de Washington, estão definidas balizas temporais para determinados crimes. No caso dos homicídios, as penas podem variar entre os 24 e 36 meses, uma vez que Brian não tinha antecedentes criminais. A violação e o eliminação ilegal de restos corporais têm penas mais reduzidas.

“Mais valia deixá-lo a andar livremente durante esse período”, disse Rachelle Palmer , tia de Alyssa, após a leitura da condenação, citada pelo jornal local “The Herald”.

“AINDA ESTÁ A RESPIRAR”
Brian manteve o corpo de Alyssa escondido durante dias. Usou o polegar dela para desbloquear o telemóvel e fazer uma publicação na rede social Snapchat em que dava a entender que tinha fugido.

O plano, refere “The Herald”, era enterrar o corpo em Marysville, a cerca de 20 quilómetros do local do crime. Em seguida, Brian fugiria para o México.

Na noite em que Alyssa morreu, Brian trocou mensagens com amigos até adormecer enquanto jogava vídeojogos. Nunca tentou chamar ajuda e numa dessas mensagens mostrou estar consciente de que algo não estava bem: “LOL, acho que ela está estranha, mas ainda está a respirar.” (Expresso)

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Notícias relacionadas

- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.