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Exposição sobre Deolinda Rodrigues no Brasil

A exposição itinerante da Plataforma para o Desenvolvimento da Mulher Africana (PADEMA) sobre heroínas africanas, como Deolinda Rodrigues, Titina Silá e Josina Machel, estará patente de 26 a 28 de Novembro, em Nova Iguaçu, Brasil.

A amostra está enquadrada no programa do primeiro Seminário Latino-Afro-Hispânico (SEMILLAH) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro que reúne investigadores, artistas e activistas para dialogar sobre a negritude na diáspora africana.

A exposição engloba 30 fotografias em A3, algumas das quais em teatro de guerra, das heroínas Deolinda Rodrigues (Angola), Josina Machel (Moçambique) e Titina Silá (Guiné Bissau), três mulheres políticas, intelectuais e guerrilheiras que deram a vida pela emancipação dos seus povos.

Em declarações à Angop, a presidente da PADEMA, Luzia Moniz, disse que a amostra inclui também 30 documentos históricos, entre poemas, manuscritos, jornais da década de 60 do século passado, cartas, capulanas e pano “di pinti” (panos africanos) com retratos das heroínas, entre outros.

Sublinhou que a exposição pretende contribuir para valorizar as mulheres na história contemporânea africana. Geralmente retratadas como auxiliares de heróis, como esposas, como mães e como alunas da causa maior da independência.

“É preciso prestigiar a sua participação nos movimentos independentistas. Porque até aquelas mulheres que carregaram nas suas cabeças o armamento que suportou a guerra tiveram de ter coragem, firmeza e inteligência para o fazer, enfrentando o poder colonial e correndo riscos de vida”, referiu Luzia Moniz, que no evento, para além de falar das referidas heroínas, vai também participar numa mesa redonda sobre Estado, movimentos sociais e feminismos negros no espaço Latino-Afro-Hispânico.

Em 2017, a PADEMA lançou a primeira exposição sobre heroínas africanas, no Museu de Aljube, em Lisboa, antiga cadeia política, símbolo da luta contra a dominação e pela auto determinação dos povos, e pretende que percorra todos os países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), no âmbito da Década Internacional para os Afrodescendentes (2015-2024).

A amostra é realizada poucos dias depois de Deolinda Rodrigues ser condecorada, a titulo póstumo, com a ordem da Independência (1º grau) pelo presidente João Lourenço, por ocasião do 43º aniversário da Independência Nacional e num momento em que a marca Gucci, em Londres, homenageou, nas suas paginas nas redes sociais, várias rainhas mundiais dentre as quais a angolana rainha Njinga a Mbande, única africana desta galeria.

O projecto conta com o apoio da Embaixada de Angola no Brasil, Ministério angolano da Cultura e Fundação Sagrada Esperança. (Angop)

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