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Capitais para lavagem “saem” do País através das importações

Importações que não chegam ao cliente, trocas comerciais com países sinalizados no índice internacional de prevenção à lavagem de dinheiro e encomendas de produtos que vão directamente para o mercado informal devem estar na mira dos investigadores, defende Andrea Moreno, especialista em crimes económicos.

A saída ilícita de capitais em Angola “é feita através de transacções reais e fictícias de importação”, com alguns países a servirem como “plataformas para lavagem de dinheiro” ou como “porta para paraísos fiscais”, onde o branqueamento é feito.

O alerta foi feito por Andrea Moreno, presidente da World Compliance Association – Capítulo Angola (WCA), na 1.ª Conferência Internacional sobre Fraudes e Delitos Económicos em Angola, que decorreu recentemente em Luanda, onde desafiou as autoridades policiais e fiscais a olharem para as trocas comerciais com o exterior, desde que o dinheiro deixou de sair em malas.

Numa intervenção sobre “A fraude fiscal e a exploração ilícita de capitais”, Andrea Moreno alertou para a necessidade de seguir o rasto às importações, sobretudo as que provêm de países “onde são detectadas as maiores carências em relação ao controlo do branqueamento de capitais”, como são os casos da China (6.02) e África do Sul (5.34), 2.º e 7.º país de origem das importações angolanas, em 2017.

Estes dois países têm risco elevado no Index AML 2018, lista em que quanto mais alta a pontuação maior o risco de branqueamento de capitais. Portugal (4.66) e EUA (5.00), 1.º e 3.º país de origem das importações angolanas, têm risco intermédio no index e também merecem preocupação, sobretudo os EUA, pelas “muitas ramificações para paraísos fiscais”.(Expansão)

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