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Brexit: A solução passa por um novo referendo, diz deputada conservadora

A deputada conservadora Anna Soubry está confiante de que o acordo de paz para a Irlanda do Norte impede o Reino Unido de sair da União Europeia (UE) sem um acordo, defendendo um segundo referendo.

“A ausência de um acordo não pode ser legalmente permitido por causa dos acordos de Belfast”, garantiu hoje numa conferência de imprensa, aludindo ao compromisso britânico assinado em 1998 de evitar uma fronteira física com a Irlanda do Norte.

Este é outro argumento para a realização de um segundo referendo sobre o ‘Brexit’ que inclua a hipótese de permanecer no bloco, acrescentou, defendendo que o voto ofereça entre o acordo negociado pelo governo de Theresa May ou ficar na UE.

Soubry, conhecida pelas posições de desafio ao governo conta o ‘Brexit’, falava hoje com um grupo de jornalistas estrangeiros ao lado do deputado trabalhista Chuka Umunna, outra das caras do chamado ‘People’s Vote’ (Voto Popular).

O Voto Popular é uma campanha promovida por várias organizações que mobilizou cerca de 700.000 pessoas para uma manifestação em Londres em outubro e que tem o apoio de políticos de diferentes partidos,

O ‘mayor’ de Londres, Sadiq Khan, o ex-secretário de Estado dos Transportes Jo Johnson ou a ex-ministra da Educação Justine Greening são alguns daqueles que entendem que uma nova consulta popular é a única forma de resolver um potencial impasse no parlamento britânico.

Os partidos da oposição, incluindo o partido Trabalhista, os Liberais Democratas e o Partido Nacionalista Escocês, manifestaram a intenção de chumbar o acordo quando for submetido na Câmara dos Comuns, juntamente com dezenas de deputados do partido Conservador e do Partido Democrata Unionista.

“Não há consenso no parlamento, o governo não tem maioria para passar o acordo. Não vejo como resolver isto senão como perguntar às pessoas e o que pensam, dois anos depois e sobretudo a dois milhões de jovens que não votaram”, argumentou Umunna.

Os responsáveis pela campanha afirmam que a organização de um segundo referendo levaria, em termos legais e logísticos, cerca de seis meses, o que poderá implicar uma suspensão ou adiamento da aplicação do artigo 50.º do Tratado de Lisboa no dia 29 de março de 2019.

Porém, não deram resposta sobre como seria possível compatibilizar uma suspensão da saída do Reino Unido na UE com as eleições para o Parlamento Europeu, na quais não se espera que os britânicos participem.

Uma sondagem publicada na semana passada pela Sky News indicava que 55% dos eleitores britânicos são favoráveis a um segundo referendo e 35% são contra, enquanto 10% estão indecisos.

No mesmo estudo, perante três cenários, 54% dos inquiridos disseram que não querem o ‘Brexit’, 32% que preferem sair sem acordo e apenas 14% estão satisfeitos com o acordo negociado por Theresa May. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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