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“Senhor da guerra” de Bangui vai ser julgado pelo TPI

Alfred Yekatom, um dos lideres das muitas milícias que deixaram a Republica Centro-Africana (RCA) a ferro e fogo, vai ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), por crimes cometidos nos violentos e mortíferos anos de 2013 e 2014, sendo apontado como um dos principais protagonistas daquele que foi um dos mais violentos conflitos em África deste século.

A captura e agora o envio de Alfred Yekatom para o TPI, em Haia, Holanda, é visto como “um avanço muito importante” na prossecução da justiça na RCA, país que ainda vive um cenário de profunda violência que só é retraída devido à presença de um importante contingente internacional de “capacetes azuis”, as forças militares da ONU de interposição entre as diversas facções – de cariz religioso, entre cristãos e muçulmanos – que se batem no país.

A existência de importantes recursos naturais, com destaque para os diamantes e diversos minerais considerados estratégicos, mantém a RCA no centro de um conflito que, segundo alguns analistas, está a ser alimentado, como acontece amiúde no continente, por interesses externos, regionais e globais, podendo mesmo ser a razão da queda em 2013 do Governo do Presidente François Bozizé.

Yekatom, que foi também oficial do Exército da RCA, é o primeiro “senhor da guerra” centro-africano a ser capturado e feito deslocar para o TPI de forma a ser julgado desde que começou a ser investigado o conflito neste país, em finais de 2014.

Desde 2013, ano em que se agudizou o conflito que opõe as milícias Séléka (islâmicas), grupos organizados de oposição a Bózizé, que o obrigaram a fugir do país em Março de 2013, e a facção Anti-balaka (cristãos), que passou a combater as primeiras após estas terem alcançado o poder com a deposição do regime anterior, que a RCA vive em convulsão permanente, com o poder do Presidente Faustin-Archange Touadéra a ser permanentemente assediado por milícias rebeldes.

A questão religiosa é o pano de fundo para este conflito que parece interminável o julgamento dos seus protagonistas em Haia pelo TPI é visto como um facto de dissuasão para aqueles que o alimentam interna e externamente.

A RCA te cerca de cinco milhões de habitantes e nele habitam mais de um milhão de deslocados por causa do permanente estado de guerra em que vive.

Angola é um dos países que mantém presença na área da segurança em Bangui, nomeadamente através da formação, e ainda na área da exploração mineira de diamantes. (Novo Jornal Online)

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