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Hospital Geral de Benguela sem serviço de TAC há três anos

O Hospital Geral de Benguela (HGB) encontra-se há cerca de três anos sem o serviço de Tomografia Axial Computorizada (TAC), o que está a condicionar uma assistência complementar (exames) a casos específicos de pacientes que ali acorrem, informou hoje, sexta-feira, o director dessa unidade sanitária, Eduardo Kedisobua.

Em declarações à Angop, Eduardo Kedisobua explicou que, em face de uma avaria grave registada no equipamento de TAC desta unidade, muitos pacientes são obrigados a se deslocar ao Hospital Municipal do Bocoio, a única unidade que tem assegurado nos últimos tempos o sector em termos de análises neurológicas, oncológicas, entre outras.

O responsável afirmou que sempre que necessário cedem uma ambulância para transportar os doentes ao Hospital Municipal do Bocoio, para realização do TAC.

O director reconheceu a importância do aparelho e os constrangimentos provocados à população da província de Benguela, com cerca de dois milhões de habitantes.

“Apenas um único aparelho de TAC em funcionamento no serviço público de saúde para atender a demanda da província é pouco e não corresponde ao desejado, depreciando deste modo a assistência aos cidadãos, apesar de não ser determinante para salvar a vida do doente”, frisou.

Eduardo Kedisobua considerou que a ausência de um representante local da empresa norte americana General Motors (GM), uma multinacional, está a dificultar a reparação do aparelho de TAC, cujo custo considerou elevado, mas que pode ser pago faseadamente.

Devido a exiguidade de recursos financeiros, o responsável descartou a possibilidade de aquisição de um novo aparelho, uma vez que está estimado entre 850 mil a um milhão de dólares norte-americanos. A exemplo, apontou que a reparação de apenas um tubo do referido equipamento está avaliada em cerca de Usd 200 mil.

A TAC é um exame de diagnóstico incorporado num equipamento de raios X para obter imagens a vários segmentos do corpo no plano transversal ou em outros planos.

A Tomografia Computorizada (TAC) pode fornecer informações detalhadas sobre muitas partes do corpo, incluindo os pulmões, ossos, tecidos moles, coração e vasos sanguíneos.

É a mais recente tecnologia de análise neurológica e oncológica, que fornece imagens de qualidade superior da actividade metabólica num período de tempo mais reduzido possível.

Cidadãos agastados com a situação

Alguns cidadãos contactados nesta sexta-feira pela Angop, mostraram-se agastados com a falta de aparelhos de TAC, quer no Hospital Geral de Benguela, como no do Lobito.

Para essas pessoas, não se percebe como é que uma província da importância e dimensão de Benguela, não possui nos seus grandes centros urbanos aparelhos do género a funcionar.

Adiantaram que quem quiser fazer um TAC por essas paragens, só numa clínica privada da cidade do Lobito, onde os preços variam de 154 a 185 mil kwanzas, o que consideram exorbitante e de não estar dentro das possibilidades da maioria dos cidadãos.

Bruno Arsénio tem 35 anos de idade, natural de Luanda e residente na periferia da cidade de Benguela há alguns anos, teve um acidente vascular cerebral há cerca de uma semana.

Encaminhado por familiares ao Hospital Geral de Benguela, foi prontamente assistido desde que ali deu entrada e regista melhorias visíveis.

Entretanto, segundo a mãe de Bruno que falou à Angop, o médico cardiologista cubano solicitou um TAC e os parentes não sabem o que fazer, pois, não possuem o valor cobrado pela clínica no Lobito, a unidade mais próxima que está a fazer esse tipo de exame.

Visivelmente agastada, Joana Prado disse que inicialmente lhes havia sido dito que o exame na referida clínica custava 80 mil kwanzas, mas chegados a clínica lhes foi informado que custa entre 154 a 185 mil kwanzas.

“Como é que uma província como Benguela não tem nenhum aparelho de TAC a funcionar nos hospitais públicos? Como é que uma clínica privada consegue ter um aparelho a funcionar e as instituições públicas não?”, interroga-se visivelmente aborrecida.

Segundo a mesma cidadã, informações recolhidas no Hospital Geral de Benguela atestam que também a unidade sanitária do Bocoio tem o aparelho avariado.

Segundo disse, caso o aparelho do Bocoio estivesse em funcionamento, o seu filho havia de ser transportado por uma ambulância do hospital de Benguela para o Bocoio, a fim de realizar o TAC, segundo informações recebidas dos técnicos de saúde, o que não aconteceu, porque ali o aparelho também está com problemas.

Na mesma senda, Paulo Rasgado deplorou a falta de aparelho de TAC numa província com a importância estratégica e económica de Benguela.

Na sua óptica, a ineficiência do serviço público de saúde, além de trazer muitos dissabores às famílias, também pode afastar o investimento estrangeiro.

Solicitou às autoridades sanitárias que ultrapassem as insuficiências nos hospitais públicos o mais rápido possível, para se dar mais qualidade de vida e dignidade aos angolanos. (Angop)

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