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Angola vai ter uma recessão económica de cerca de 4% este ano

O departamento de estudos económicos do Banco de Fomento Angola (BFA) antecipa que só em 2019 a economia deve estagnar ou recuperar ligeiramente.

De acordo com uma análise à presidência de João Lourenço e às perspetivas económicas do país, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os analistas liderados por José Miguel Cerdeira escrevem que “a principal conclusão do primeiro ano de mandato é que, apesar de um cenário muito desafiante, o Governo de João Lourenço teve um desempenho relativamente bom até agora, ao mesmo tempo que embarcava numa viagem reformista”.

No entanto, acrescentam logo a seguir, “as perspetivas sobre a produção petrolífera no futuro mostram uma estrada difícil, enquanto um esforço continuado para mudar o ambiente económico é muito necessário”.

João Lourenço assumiu a presidência de Angola no final de setembro do ano passado, depois de uma queda do PIB de 2,5% em 2016, tendo tido uma ligeira quebra de 0,15% no ano passado, que resultou de uma “aceleração na economia não petrolífera, que cresceu 3,1%.

Este ano, no entanto, o panorama agravou-se, tendo a economia angolano registado uma recessão de 6% no primeiro semestre, motivada pela quebra de 8 a 9% no PIB não petrolífero e uma contração de 5% na economia não petrolífera, dizem os analistas, vincando que, assim, “uma recessão pior que a de 2016 é altamente provável”.

Na análise do BFA, 2019 será o ano de viragem, em que a economia “deverá começar a recuperar, embora não seja ainda clara a força da recuperação; é certo que, com a entrada de novos poços de petróleo em exploração, a economia petrolífera certamente não cairá tanto como em 2018”, sendo até possível, mas não provável, um aumento da produção no próximo ano.

“O futuro a muito curto prazo é sombrio, particularmente levando em linha de conta que as taxas de crescimento real podem muito bem continuar abaixo do crescimento da população no futuro, e até no médio prazo a economia petrolífera não vai sustentar o crescimento, e a diversificação precisa de ser uma realidade o mais cedo possível”, dizem, acrescentando que “o processo de reformas, que começou num ritmo muito saudável e surpreendente, deverá ser mantido no âmbito de um acordo com o FMI”.

No entanto, concluem, “há várias questões ainda em aberto, e a estrada vai ser difícil para este Governo”. (Observador)

por Lusa

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