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Lusafrica: A editora que revolucionou a indústria musical dos PALOP comemora 30 anos

Nascida em 1988, a Lusafrica fez história com a descoberta de grandes nomes da música africana. Cesária Évora e Bonga contam-se entre os artistas da editora que lançou mais de 300 álbuns.

Os 30 anos da Lusafrica, que foi editora da falecida cantora cabo-verdiana Cesária Évora, resumem-se na descoberta dos grandes nomes da música africana e nas grandes produções da música moderna que se faz de África para o mundo, diz à DW África o seu fundador, José da Silva.

Quando trabalhava na construção de caminhos-de-ferro em França e decidiu investir tudo o que tinha para mudar a vida de uma jovem cabo-verdiana, conhecida como a “Rainha da Morna”, tímida, forte, com a pele cor de café e que aparentava ter enormes dificuldades na vida, que via a cantar num bar, não tinha a noção da ponte que estaria a construir na mudança de paradigma da música urbana que se fazia no continente africano e a sua consequente internacionalização.

Trinta anos depois, José da Silva confessa que criou a empresa de forma espontânea: “A Lusafrica foi fundada por acaso. Nunca pensei em criar uma etiqueta [discográfica]. Só estava a ajudar uma cantora”.

“Durante a caminhada com ela [Cesária Évora], comecei a pensar em gravar o primeiro disco, mais destinado a prender as nossas comunidades nas festas a que nós íamos com ela. Quando gravámos o disco, a pessoa que fazia a capa disse ‘tens que pôr uma etiqueta’. Então, inventei esse nome, Lusafrica, no momento, só para pôr no disco”, conta.

Lusafrica muito solicitada

O sucesso do primeiro disco de Cesária Évora, intitulado “A Diva dos Pés Descalços”, editado em 1988, despertou a necessidade de fazer um trabalho mais sério com os talentos africanos. José da Silva deixou de trabalhar nos caminhos-de-ferro de Paris e criou o primeiro escritório da Lusafrica na capital de França, que empregava apenas uma pessoa. Na altura, Paris era o centro das grandes produções da música africana, explica o fundador José da Silva.

Cesária Évora foi a pedra angular do edifício que rapidamente se desenvolveu por África, tendo lançado os álbuns de artistas cabo-verdianos, como Norberto Tavares, que na época vivia nos Estados Unidos, e Lura, e que se estendeu também a artistas de topo como o Pierre Akendengue, do Gabão, e o Boubacar Traoré, do Mali.

Em 1990 e 1995, a Lusafrica produziu álbuns do criador de hits do Gabão, Oliver N’Goma, com a ajuda de Manu Lima, de Cabo Verde. As músicas do falecido cantor lideravam os tops das mais tocadas nas discotecas e rádios africanas e os álbuns faziam sucesso no mercado. (DW África)

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