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Lixo invade ruas de Luanda devido à falta de pagamento às empresas de recolha

O lixo voltou a invadir, nos últimos dias, as ruas e avenidas da capital, dificultando a circulação de pessoas e motociclos em muitas zonas da cidade. A situação deve-se à falta de pagamento às empresas de recolha, admite o Governo Provincial de Luanda.

O Governo Provincial de Luanda (GPL) diz que há pagamentos em falta para com as empresas encarregadas de limpar a cidade, mas garante que as operadoras vão continuar realizar os serviços de limpeza apesar dos constrangimentos existentes.

A informação foi avançada esta terça-feira, 13, pelo director do gabinete provincial do ambiente, gestão de resíduos sólidos e serviços comunitários da província de Luanda, Tchino de Sousa, em declarações à Televisão Pública de Angola.

“Há falta de pagamento para com as operadoras, por essa razão, as empresas de recolha do lixo estão com dificuldades de retirar os resíduos em Luanda”, disse o responsável, acrescentando que o GPL está a trabalhar com as operadores no sentido destas continuarem a fazer os trabalhos apesar do incumprimento existente.

Segundo Tchino de Sousa, o GPL tem uma despesa mensal de 7.000 milhões de Kz, só na recolha de lixo, que não é compensada com a arrecadação da taxa de serviço de limpeza que ronda aos 100 milhões.

“Na segunda-feira, o vice-governador da província de Luanda para o sector económico, Júlio Vieira Bessa, manteve um encontro com as operadoras, que garantiram que vão manter os serviços mínimos de limpeza”, explicou.

Entretanto, o NJOnline constatou, durante uma ronda efectuada esta manhã, que em várias ruas secundárias e terciárias da capital o lixo se vai acumulando.

Em bairros como o do Rangel, ao longo da Avenida Hoji Ya Henda, na Ilha de Luanda, na zona das peixeiras, no Rocha Pinto, ao longo da Avenida 21 de Janeiro (na via destinada ao táxi), e na Rua Rainha Ginga, em plena baixa de Luanda, os contentores estão a abarrotar e o lixo já transbordou para o chão.

O NJOnline verificou ainda que nem o largo dos ministérios, nas proximidades dos Ministérios da Agricultura e Floresta e das Relações Exterior, escapou, para estranheza de quem por ali passa, pelo facto de ser uma zona ministerial.

De realçar que nas Centralidades do Sequele e do Kilamba, soube o NJOnline, os moradores estão a ser sensibilizados pelas comissões dos blocos para intensificarem uma campanha massiva de limpeza no próximo fim-de-semana, face às inúmeras quantidades de resíduos sólidos existentes.

A Província de Luanda produz 6.000 toneladas de lixo por dia, revelou em Março último a ministra do Ambiente, Paula Coelho. (Novo Jornal Online)

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