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Autoridades encerram 279 casas de compra de diamantes

Comissário António Bernardo, Porta-voz da "Operação Transparência" (Foto: Pedro Moniz Vidal)

As autoridades angolanas encerraram já 279 casas de compra e venda de diamantes e paralisaram 122 cooperativas em sete províncias, 52 dias após o início da Operação Transparência, anunciou, esta quarta-feira, em Malanje, o seu porta-voz, António Bernardo.

A operação visa, essencialmente, combater a imigração ilegal e a extracção ilícita de diamantes, bem como travar as agressões ao ambiente que provoca o fenómeno.

Na província de Malanje, de acordo com a fonte, foram encerradas 26 casas de compra e venda de diamantes, 191 na Lunda Norte, 18 na Lunda Sul, quatro no Uíge, 39 no Bié e uma no Kwanza Sul.

A alta patente da Polícia Nacional declarou que a maioria das cooperativas não declarava as suas vendas junto da empresa vocacionada, a SODIAM.

Foram igualmente apreendidas 102 máquinas retro-escavadoras, 18 pás carregadoras, 28 máquinas buldozer, 18 máquinas niveladoras, nove tractores agrícolas, 224 viaturas ligeiras e pesadas, 310 motorizadas e 31 bicicletas.

Dos instrumentos de apoio ao garimpo apreendidos constam ainda 93 dragas, 63 lavarias, 253 motobombas, 16 jangadas, 65 bóias pneumáticas com motor, três detectores de diamantes, 92 compressores de ar, uma máquina de teste de diamantes, 214 balanças, 97 lupas, 79 geradores, 38 cofres, 153 contentores, bem como 108 armas de fogo.

Ao longo dos 50 dias, os órgãos operativos que integram a operação apreenderam, também, 23 milhões 217 mil e 516 kwanzas, um milhão 39 mil e 856 dólares norte-americanos, 335 euros, 944.520 rands, mais de 12 mil quilates de diamantes e, por avaliar, 4 mil 910 pedras deste cristal.

Segundo o comissário António Bernardo, os bens que têm sido apreendidos no decurso dessa operação terão tratamento judicial e administrativo.

A fonte precisou, ainda, que, no âmbito da operação, mais de 400 mil estrangeiros ilegais que residiam fundamentalmente nas zonas diamantíferas abandonaram voluntariamente o país.

Outros 14 mil e 636 foram repatriados administrativa e judicialmente para os respectivos países de origem.

Ao proceder o balanço dos 50 dias da operação transparência, no Posto de Comando Avançado, na cidade de Malanje, o também comandante provincial da Polícia Nacional nessa região ressaltou que estão a ser tomadas medidas necessárias para que a vulnerabilidade das fronteiras seja reduzida.

Sublinhou que a imigração ilegal está a colocar em causa a estabilidade e a segurança nacional e que é necessário tomar medidas para estancar esse mal.

O responsável da Polícia Nacional justificou a sua afirmação com o facto de que o país vinha a ser invadido silenciosamente por imigrantes ilegais ávidos do lucro fácil e dos recursos naturais extraídos de forma abusiva.

O comissário António Bernardo esclareceu, a este propósito, que têm sido respeitados, ao longo da operação, os princípios da razoabilidade, do equilíbrio, da proporcionalidade e, fundamentalmente, o respeito pelos direitos humanos.

“Actuámos com responsabilidade, firmeza e destreza nas áreas onde a actividade ilícita de diamantes era bastante intensa”, sublinhou. (Angop)

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