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Angola esclarece posição em Genebra

MANUEL AUGUSTO, MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES (FOTO: ROSARIO DOS SANTOS)

O ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, esclareceu nesta terça-feira, em Genebra, Suíça, algumas medidas tomadas recentemente pelo Governo angolano, para impedir a continuação de práticas que têm lesado profundamente o Estado angolano.

O ministro falava durante um encontro com a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet Jeria, e deu a conhecer a versão dos factos do Governo angolano sobre a “Operação Transparência” em curso no país.

Trata-se de uma operação que visa repor a verdade, adulterada pela difusão de informação relacionada com as alegadas expulsões massivas e forçadas de cidadãos estrangeiros e consequentes violações de direitos humanos dos mesmos.

Segundo Manuel Augusto, citado em nota de imprensa, Angola deplora a publicação dessas informações caracterizadas pela não observância dos usos e práticas de imparcialidade, isenção e objectividade que devem reger os princípios e normas de procedimentos que exigem que o Estado acusado possa apresentar a sua versão sobre os factos.

O ministro passou a mesma mensagem no encontro com o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Fillipo Grandi, baseado em Genebra, e esclareceu as entidades que a operação visa prevenir eventuais fontes de financiamentos para alimentar e sustentar possíveis grupos armados susceptíveis de desestabilizarem países da região dos Grandes Lagos.

Manuel Augusto disse que mais grave do que os prejuízos económicos resultantes da exploração ilegal dos recursos são os danos causados à natureza por todo o tipo de escavação e utilização de explosivos, provocando alterações ambientais e efeitos negativos irreparáveis no ecossistema angolano.

Segundo as autoridades, a República de Angola continuará a colaborar com todas as instituições internacionais, incluindo a Comissão dos Direitos Humanos da ONU e do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, para o mesmo fim, tendo sempre presentes os princípios do respeito pela soberania e integridade territorial. (Angop)

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