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África do Sul acredita em mercado energético limpo mas pede adaptação a cada país

A ministra-adjunta da Energia da África do Sul, Thembisile Majola, acredita que é possível tornar o mercado energético global “mais limpo”, mas defende uma transformação adequada a cada país.

Por enquanto, o uso de carvão permite reduzir a pobreza no país, explicou.

“Com os alemães, eles podem dizer ‘Passámos de conduzir um Corolla, para um BMW’, enquanto nós ainda estamos a tentar arranjar a bicicleta”, disse Majola, numa entrevista à Bloomberg, em Londres.

“Estamos a falar de diferentes tecnologias, estamos a falar de acesso”, acrescentou a ministra-adjunta.

Os seus comentários refletem um debate de 30 anos entre as economias ricas e as economias emergentes, e que deve continuar na 24.ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP 24), em Katowice, na Polónia, em dezembro.

O encontro em Katowice pretende concluir as regras para o Acordo de Paris – acordo que o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, pretende abandonar.

“Globalmente, há um compromisso porque a realidade está à vista”, disse Majola.

As alterações climáticas estão maioritariamente associadas à industrialização ocidental, o que leva a que algumas das nações mais pobres não concordem com a priorização do combate à poluição em detrimento do crescimento económico.

Um dos elementos principais do Acordo de Paris, assinado em 2015 por quase 200 países, pretendia que os países mais desenvolvidos transferissem uma verba de 100.000 milhões de dólares (cerca de 88.757 milhões de euros) por ano para os países em desenvolvimento, até 2020.

Estes valores têm em vista o desenvolvimento dos setores energéticos, industriais e agrícolas dos países em desenvolvimento.

“Não pode haver uma transição homogénea, precisamos de uma transição que considere todos, porque há diferentes níveis de poluição, alertou Majola.

Para o cumprimento das normas contempladas no Acordo de Paris, a África do Sul procura um arrecadar até 25.000 milhões de dólares (cerca de 22.187 milhões de euros) de investimento estrangeiro nos próximos cinco anos para o setor energético, nomeadamente para a sua rede de distribuição.

Embora tenha capacidade para corresponder às exigências da população, as ligações elétricas na África do Sul falham com frequência, tornando fundamental o investimento.

Várias regiões sul-africanas enfrentam, além de uma depressão económica, tuberculose, uma condição associada à confeção de refeições com carvão.

Ainda assim, a ministra da Energia não quer proibir o uso deste elemento.

“Preciso de dizer com que o vamos substituir quando disser para reduzirem o uso de carvão”, esclareceu Majola. (Sapo 24)

por Lusa

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