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ADI vai formar governo minoritário mas com outro líder, diz Patrice Trovoada

Aos jornalistas, Patrice Trovoada afirma que o ADI apresentará nos próximos dias uma figura para primeiro-ministro que possa ir avante “com os objetivos do partido” e fala em “rancor pessoal” contra a sua pessoa.

O líder da Ação Democrática Independente (ADI), partido vencedor das eleições legislativas em São Tomé com maioria simples, disse, este sábado (10.11), estar disposto a abdicar da chefia do próximo executivo por entender que a sua presença “iria cristalizar e aumentar ainda mais a preocupação das forças da oposição”.

Patrice Trovoada que falava aos jornalistas numa conferência de imprensa, fez saber ainda que o seu partido vai formar governo minoritário, caso não haja entendimento para um governo de base alargada. “Se não houver vontade de ir ao fundo da questão que é o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe, os desafios que nós temos, os constrangimentos internos e externos, as reformas, etc, eu penso que o ADI irá formar um governo minoritário e depois no parlamento iremos continuar a ver se se consegue, de facto, entendimento para que esse governo possa executar o seu programa”, disse.

O ADI apresentará nos próximos dias uma figura para primeiro-ministro que possa ir avante “com os objetivos do partido”, acrescentou Patrice Trovoada, que regressou, este sábado (10.11) a São Tomé e Príncipe, depois de um mês no estrangeiro, durante o qual foi acusado pela oposição de “abandonar o país”.

Nas últimas semanas, o ADI desdobrou-se em contactos diversos com a sociedade civil, congregações religiosas e tentou encontros com partidos políticos para a formação de um governo de base alargada, mas com estes últimos não teve sucesso.

“Rancor pessoal”

Patrice Trovoada reconheceu que a falta de uma maioria absoluta está a dificultar o seu partido de formar um governo estável, defendendo, por isso ser necessário “procurar uma solução que ofereça maior sustentabilidade”. No entanto, o diálogo com os partidos da oposição está difícil.

Segundo o primeiro-ministro cessante, “existe muito rancor pessoal, há poucos problemas políticos e ideológicos, há sobretudo aqui um confronto, um rancor que vai até ao ponto do ódio em relação a uma pessoa que é o primeiro-ministro Patrice Trovoada”, explicou, reconhecendo que “tem tido muita dificuldade no relacionamento com outras forças políticas”, facto que considera, no entanto, “ultrapassável”.

Patrice Trovoada considera que as reformas que o seu governo vem implementando “é um imperativo”, mas que foram aproveitadas em momento eleitoral para protestar e resultou “na perda de alguns pontos” para o ADI.

Este sábado (10.11), o líder do maior partido da oposição desmentiu que haja “negociações oficiosas” com a ADI para formação de um governo de base alargada. (DW África)

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