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Petróleo de Kaombo atinge capacidade máxima dentro de seis meses

A produção de petróleo no Bloco 32 do offshore utra-profundo angolano, confinada actualmente no FPSO Kaombo Norte, com 115 mil barris/dia, poderá atingir os 230 mil barris/dia dentro de seis meses, quando entrar em actividade a unidade de exploração Kaombo Sul.

A informação foi avançada hoje, em Luanda, na cerimónia de inauguração simbólica do FPSO Kaombo Norte, presidida pelo ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior e pelo presidente da Total, Patrick Pouyanné.

Situado a 260 quilómetros ao largo de Luanda, O FPSO Kaombo Norte, em actividade desde Julho último e operado pela Total e suas associadas, está a desenvolver três (Gengibre, Gindungo e Caril) das seis descobertas do Bloco 32, com reservas estimadas em 658 milhões de barris, e contribuirá para travar o declínio natural da produção de petróleo no país, avaliada agora em 1,5 milhões de barris/dia.

No projecto Kaombo Sul estão em desenvolvimento campos petrolíferos Canela, Mostarda e Louro.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo na África a Sul do Shara, atrás da Nigéria com 1,8 milhões de barris/dia, e tem vindo a registar declínio de produção em alguns campos, nos últimos anos. Angola já chegou a produzir 1,8 milhões de barris/dia.

De acordo com a proposta de Orçamento Geral de Estado/2019, no próximo ano o país prevê uma produção petrolífera de 573 milhões de barris. Desta produção, Kaombo (Norte e Sul ) poderá contribuir com 15 por cento do total da produção do país.

Na cerimónia, o ministro Manuel Nunes Júnior referiu que, apesar dos esforços de diversificação da economia nacional, o petróleo ainda desempenha um papel fundamental na estrutura económica do país, por ser a principal fonte de receitas para o Estado, daí ter encorajado a Total e suas associadas a continuar a apostar no mercado petrolífero angolano.

Para impedir o declínio natural da produção de petróleo, o ministro disse que o Governo adoptou medidas, como a aprovação de nova legislação que conceda mais incentivos fiscais aos operadores que invistam em áreas complexas de trabalhar, como nas águas ultra-profundas, criação da Agência Nacional de Petróleo e Gás, para melhorar a concorrência no sector.

Kaombo é um projecto com inúmeros desafios localizado no Bloco 32, em profundidades de água entre os 1.400 e os 1.950 metros. O investimento realizado até agora está avaliado em 16 mil milhões de dólares. Os componentes do FPSO foram construídos nos cinco continentes.

A Total é a empresa operadora do Bloco 32, com uma participação de 30%, com parceria da Sonangol P&P (30%), Sonangol Sinopec Internacional (20%), Esso Exploration and Production Angola (Overseas) Limited (15%) e a Galp Energia (5%).

Além do projecto Kaombo, em Angola a Total E&P Angola é operadora do grupo empreito do bloco 17 onde tem actualmente 4 FPSO em actividade, nomeadamente o Dália, Clove, Paz Flor e Girassol.

A empresa assumiu também as operações de prospecção, pesquisa, desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos líquidos e gasosos do bloco 48, direitos mineiros antes concedidos à concessionária nacional, a Sonangol.

Sobre Total em Angola

Presente em Angola desde 1953, a Total é o principal operador de petróleo do país com uma produção média diária de 600 mil barris/dia, correspondente a mais de 40 por cento da produção global. Esta produção vem dos blocos 17, 14, 0 e Angola GNL.

A Total é empresa operadora do bloco 17 com 40% de participação junto com o Statoil (23,33%), a Esso Exploration Angola Block 17 Ltd (20%) e a BP Exploration Angola Ltd (16,67%).

As quatro unidades FPSO operadas pelo Grupo estão localizadas nas principais áreas de produção do bloco, Girassol, Dalia, Pazflor e CLOV.

A Total também é parceira no bloco 14 (20%), 14K (36,75%), 0 (10%) e Angola GNL (13,6%). (Angop)

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