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Receitas petrolíferas atingirão USD 15,4 mil milhões até ao fim deste ano

As receitas petrolíferas atingem, até ao fim deste ano, 15,4 mil milhões de dólares, mais 4,5 mil milhões que as previsões iniciais, de acordo com estimativas avançadas pelo representante da Administração Geral Tributária (AGT) num seminário para jornalistas sobre finanças públicas realizado na terça-feira, em Luanda.

A estimativa é feita na base de uma produção de 49 milhões de barris de petróleo por dia a um preço médio de 69,6 dólares por barril, afirmou Patrício Quingombo ao discorrer sobre o “Impacto do aumento do preço do barril de petróleo na receita tributária”.

O representante da AGT lembrou que a produção petrolífera angolana caiu, até Setembro, em 112 mil barris por dia (bpd) ou 7,00 por cento face aos 1,69 milhões de bpd preconizados no Orçamento Geral do Estado (OGE) 2018, anunciando, entretanto, uma recuperação da produção neste e no próximo ano.

Patrício Quingombo avançou previsões de um crescimento da produção para 1,5 milhões de bpd em resultado das operações do campo Ka-ombo Norte, que arrancaram em Julho, e para 1,6 milhões de bpd com a extracção no Kaombo Sul, a partir do primeiro trimestre de 2019.

O representante da AGT afirmou que podem ser esperados novos desenvolvimentos relativos ao crescimento da produção angolana de crude, em resultado do prosseguimento de contactos em curso entre a Sonangol e os operadores para optimizarem os níveis de produção, um domínio no qual se conta várias iniciativas.

Uma dessas iniciativas reside no Despacho Presidencial nº 290/17, de 13 de Outubro, com o qual o Presidente João Lourenço criou um grupo de trabalho para apresentar propostas que permitiam elevar o desempenho da indústria do petróleo e gás, uma indicação que Patrício Quingombo considerou significar que “o Executivo está preocupado em melhorar o ambiente de negócio no sector petrolífero.”

A fonte sublinhou que, com a subida dos preços do petróleo em 2018, as companhias do sector estão a recuperar os prejuízos. “A queda dos preços de petróleo em 2014 mudou profundamente as perspectivas das companhias petrolíferas. Os investimentos no sector caíram 15 por cento em 2015 e 26 em 2016. Os custos também caíram 15 por cento em 2015 e 17 em 2016.”
Em 2017, houve sinais modestos de recuperação nos Estados Unidos por parte dos produtores de petróleo de xisto, mas, a nível global, houve uma baixa crescente nos investimentos no sector.

A decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros 11 países não-OPEP de cortar a produção de petróleo nos primeiros seis meses de 2017 liderou o aumento registado nos preços de petróleo em 2017 e continua a ser o principal suporte dos preços em 2018,uma vez que, antes do acordo, estavam susceptíveis a voltar aos níveis baixos atingidos em 2016, quando o brent foi negociado abaixo dos 30 dólares. (Jornal de Angola)

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