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Mais de um milhão de muçulmanos israelitas proibidos de peregrinar em Meca

Pelo menos um milhão de árabes com nacionalidade israelita não poderão peregrinar à Meca ou fazer o ‘hajj’, um dos Cinco Pilares do Islão, após uma mudança na política de passaportes na Arábia Saudita, informou hoje a imprensa de Israel, escreve o Folha de Maputo.

Salim Shalata, presidente do Comité em Israel de Hajj e Umrah (esta última uma peregrinação menor que pode ser feita em qualquer momento e não é obrigatória), disse que os membros do comité foram proibidos recentemente de entrar na Arábia Saudita, para onde viajavam para coordenar a peregrinação de centenas de árabes israelitas muçulmanos.

Apesar de nos últimos tempos ter ocorrido uma aproximação entre Israel e Arábia Saudita, os dois países não têm relações diplomáticas e os primeiros não podem viajar para esse país árabe.

No entanto, em 1978, o rei Hussein da Jordânia resolveu que os árabes israelitas (palestinianos que ficaram dentro das fronteiras de Israel após a sua criação em 1948) poderiam entrar no país, receber um passaporte jordaniano temporário para substituir o israelita e viajar de lá para a Arábia Saudita para uma peregrinação que os fiéis devem fazer pelo menos uma vez na vida.

“Riad informou à Jordânia que foi decidido não aceitar os passaportes jordanianos temporários dos árabes israeli”, disse Shalata, ao explicar que esse país tomou “de repente” esta decisão sobre o sistema de viagem “que funcionou durante 40 anos”.

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