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FMI insiste na diversificação da economia moçambicana

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) chama a atenção do governo moçambicano para não de deixar embalar por espectativas exageradas geradas pela prospecção e produção do gás natural na bacia do Rovuma.

Aquela instituição multilateral de crédito aponta os sectores de agricultura, turismo e energia como sendo os que oferecem mais oportunidades para ajudar o país a consolidar a sua economia e estimular o desenvolvimento, bem como melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

Esta foi a recomendação deixada ontem, em Maputo, pelo representante do FMI, Ari Aisen, na terceira edição do Conferência Financial Times em Moçambique.

“A economia moçambicana não deve ser movida apenas com o gás, é preciso diversificar as fontes olhando para outros sectores que também têm muitas potencialidades”, disse.

“Não há dúvidas que os recursos naturais constituem uma bênção para os moçambicanos. Todavia, é preciso que o governo tenha muitas cautelas no processo da sua exploração, para que se tire o maior proveito a favor dos moçambicanos e do crescimento económico do país”, acrescentou.

Como exemplo citou o caso recente da queda do preço do carvão no mercado internacional, contrariando todas as expectativas que haviam sido criadas a volta deste sector em Moçambique.

Esta situação quase colocou em risco o investimento estratégico no ramo, efectuado pela Vale, empresa mineradora brasileira que opera na bacia carbonífera de Moatize, na província central de Tete. Entretanto, Aisen, acredita que o gás vai ter um efeito importante na economia moçambicana.

“O que aconteceu com o sector mineiro demostrou o perigo que pode advir de depender apenas dos recursos naturais para alimentar a economia. Mas, nós como FMI, estamos satisfeitos com a descoberta do gás e esperamos que a economia possa ficar isolada dos efeitos da volatilidade natural que os preços de commodities têm, e que em função disso uma boa administração possa gerar frutos a serem compartilhados por todos os moçambicanos”, disse.

Afirmou que o acordo recente alcançado entre o governo moçambicano e um grupo de credores, no qual o governo se compromete a entregar uma parte dos seus dividendos das futuras receitas anual do gás até 2033, para saldar a dívida no valor de 726 milhões de dólares americanos, como sendo um desenvolvimento positivo que pode ajudar a restaurar a confiança para o país no mercado internacional.

Segundo a fonte, o FMI está atento a essas negociações e no contexto da análise da sustentabilidade da dívida o organismo vai-se pronunciar sobre o processo. Disse ainda que não está equacionada a retoma ao financiamento do apoio directo ao Orçamento do Estado, ficando-se por enquanto pelo apoio técnico.

“Precisamos ainda de estudar os termos do acordo para perceber o impacto sobre a posição da dívida do país”, disse. (Folha de Maputo)

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