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País reclama uma mudança profunda nas estruturas do poder – Isaías Samakuva

O presidente da UNITA disse hoje que a Operação Resgate que o Governo lançou na terça-feira para normalizar a sociedade angolana “parece ser um simples processo administrativo”, algo que as autarquias locais poderiam fazer se estivessem instituídas.

Isaías Samakuva descreveu esta iniciativa, a Operação Resgate, que está a ser conduzida pela Polícia Nacional como “simples trabalho de bombeiros, correndo atrás do prejuízo, porque construíram um modelo de governação excessivamente centralizado e uma teia de cumplicidades e dependências que alimentava o desgoverno, a desordem e a confusão, ambiente propício para os pescadores de águas turvas actuarem”.

Na abertura do IV Congresso Ordinário da Juventude Unida Revolucionária de Angola (JURA), o braço juvenil da UNITA, Samakuva acusou o MPLA, no Governo desde 1975, a quem apelidou “partido Estado” de ter “promovido, sustentado e tolerado a imigração ilegal”.

“Foi O Governo do MPLA que emitiu bilhetes de identidade e cartões de eleitores aos estrangeiros para votarem fraudulentamente para manter a oligarquia”, apontou, acrescentando que o Governo sustentou também e tolerou a proliferação dos “negócios da fé”, que levou ao surgimento de milhares de seitas religiosas ilegais.

Disse ainda que foi também o MPLA que optou por “concentrar tudo em Luanda e não descentralizar o poder e a riqueza para as autarquias locais, promoveu e sustentou os fluxos migratórios incontrolados para a capital e tornou Luanda ingovernável”.

Na opinião do presidente da UNITA, “o País reclama uma mudança profunda nas estruturas do poder, no paradigma da governação, no sistema de valores, nos sistemas de produção e na estrutura da economia política” .

“Hoje temos como legado um Estado capturado, uma sociedade descaracterizada da sua identidade nacional e uma dívida pública insustentável, que poucos conhecem mas que todos terão que pagar, mais de 70 mil milhões de dólares”, apontou, lembrando que a UNITA entende que parte desta é “falsa”.

Samakuva referiu, face a este cenário, e no ambiente do arranque de um conresso da juventude do seu partido, que os jovens que nasceram nas décadas de 1920 a 1950 fizeram a primeira revolução e os de 1980 em diante devem fazer a terceira revolução.

“Alguns admitem que o Presidente João Lourenço iniciou já a terceira revolução. Outros dizem que ainda é muito cedo para afirmar isso. Muitos frustrados esperavam que o PR salvasse Angola e não apenas o seu partido, o MPLA”, referiu.

Segundo o presidente da UNITA, “Angola precisa mesmo de uma revolução no sentido positivo, para transformar pacificamente mas radicalmente o seu sistema de educação e ensino, o sistema de saúde e os sistemas de produção”.

Referindo-se ao IV Congresso da JURA, adiantou que o seu partido pretende que a sua organização juvenil se envolva na concepção dos planos de acção para a concretização das mudanças que o País precisa.

“Queremos ver a JURA a construir pontes para unir os angolanos de forma a colocarem-se acima dos interesses partidários, em benefício dos interesses nacionais”, disse, revelando que quer ver o braço juvenil do partido nas ruas, fora dos gabinetes, trabalhando activamente no desenvolvimento da consciência cívica, social, comunitária dos cidadãos.

O IV Congresso ordinário que hoje começou encerra no Sábado com a eleição de uma nova direcção à qual concorrem oito candidatos e pelos 500 delegados presentes. (NovoJornal Online

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