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Médicos falam em “catástrofe”. Problemas informáticos afetam consultas no SNS

O problema não é de agora, mas agravou-se nos últimos dias. Carlos Cortes, presidente da secção centro da Ordem dos Médicos diz que foram ultrapassados “os limites da decência”.

“Aquilo que está a acontecer neste momento com os sistemas informáticos que são colocados pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde no SNS é uma absoluta catástrofe. Todos os programas estão a funcionar mal”, garante Carlos Cortes.

São problemas relacionados com a prescrição de medicamentos e de exames de diagnóstico. João Rodrigues, presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar queixa-se do mesmo: “Esta aplicação foi lançada isoladamente sem estar finalizada e testada e esta semana tem sido muito complicado, porque a maior parte das vezes está a falhar a aplicação, o que faz com que, não havendo papel, o médico fique numa situação complexa. Não pode passar os exames ao doente, não pode continuar as consultas, o que cria uma irritabilidade, um cansaço e até uma desconfiança perante o sistema”.

A jornalista Bárbara Baldaia dá conta dos problemas informáticos no SNS
Os bloqueios informáticos, adianta o médico, têm levado a atrasos ou até adiamentos nas consultas. “Esta semana, na grande maioria dos Centro de Saúde, muitos utentes vão ter que lá voltar, porque o exame não foi prescrito”.

No mínimo, um médico, acrescenta Carlos Cortes, demora três minutos à espera que o sistema informático responda ao pedido de um exame. A situação acontece sobretudo nos centros de saúde, mas também nos hospitais.

Os médicos mostram cansaço. “Neste momento já ultrapassámos todos os limites da razoabilidade. Estes programas informáticos estão a prejudicar os cuidados de saúde”, alerta o presidente da secção centro da Ordem dos Médicos.

A Federação Nacional de Médicos já veio pedir responsabilidades aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, a equipa que gere o sistema informático da saúde.

A TSF pediu um esclarecimento aos SPMS, mas até agora ainda não obteve resposta. (Renascença)

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