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Jornalista angolano interrogado pelo SIC

o Jornalista angolano, Isidro Kangandjo, do Jornal A República, Isidro está a ser ouvido no Serviço de Investigação Criminal (SIC) no caso que o opõe ao empresário João Manico Henda, dono do Instituto Superior Politécnico de Kangonjo e gestor do mercado do Kicolo.

Acusado de “difamação e calunia e falta do contraditório” na procuração nº 5019/18-cc, o jornalista diz que a matéria por ele assinada é fruto do trabalho de campo que levou a cabo no mercado e no ISKA, no qual os funcionários tiveram a liberdade de reportar as “maldades praticadas pelo PCA do grupo Manico Henda e filhos limitada”.

O profissional afirma ainda que em momento algum teve a intenção de “ferir alguém, muito menos difamar quem quer que fosse…”, aliás, continua, “este comportamento não faz parte do meu ofício”.

por outra, diz o profissional, as acusações que pesam sobre sobre si “é um autêntico teatro”.

“Suspeito que o empresário não leu bem a matéria publicada na edição 210, página 11 e se o leu não entendeu porque na matéria consta tudo um pouco que tiraria as suas incógnitas”, disse.

Por outra, Isidro explica que o empresário precipitou-se ao abrir o processo contra si, tendo em conta que no dia 5 de Setembro ligou para o seu assessor, José Katetula, no sentido de ouvir o contraditório e o mesmo mandou aguardar garantindo que entraria em contacto com empresário para recebe-lo e não aconteceu.

No dia 16, lembra, voltou a ligar outra vez para o assessor e as garantias eram as mesmas e, defende-se, já no dia 21 do mesmo mês, quando eram 10:29 minutos, teve a feliz notícia que autorizava publicar a matéria e assim foi feito.

“Nenhum jornalista fica em casa para escrever textos poéticos ou rabiscar uma letra musical contando a história de uma personagem quimérico. O jornalista reporta tudo o que encontra e cabe ao acusado desmentir aquilo que pesa sobre ele e, quando rejeita em nos receber presume-se que as informações recolhidas poderão corresponder com a verdade”, explica o jornalista.

Isidro Kangandjo diz que os auxiliares aconselharam mal o empresário ou o mesmo não ouviu o responsável de comunicação e marketing da sua empresa, assim como o director do gabinete jurídico.

“Agora concordo com os meus interlocutores quando disseram que o gabinete jurídico não se faz sentir porque o senhor Manico não respeita esse sector, sempre que quiser expulsar um trabalhador, a área jurídica não tem poder para intervir”, disse.

O jornalista disse que pessoalmente orientou o empresário que, caso este se sentisse ofendido pudesse enviar o direito de resposta por Email ou se deslocar à redacção do JORNAL A REPÚBLICA.

De recordar que o jornalista foi notificado no dia 30 de Outubro deste ano e compareceu na delegação municipal do SIC no dia 6 de Novembro do presente ano, e o caso está sendo instruído pelo intendente Luís Joaquim Francisco, chefe de secção de instrução. (Portal de Angola)

por Osvaldo de Nascimento

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