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Egipto condena 65 alegados ‘jihadistas’ do Daesh

Sessenta e cinco alegados terroristas foram condenados hoje no Egito a penas de prisão, 18 dos quais à prisão perpétua, por terem criado uma “célula” no Alto Egito que jurou obediência ao grupo Estado Islâmico, segundo uma fonte judicial.

O processo do dirigente do grupo, Mostafa Ahmed Abdelaal, apelidado “o emir”, e dos seus partidários decorria desde maio de 2017.

Os 65 acusados foram condenados por “criação de uma célula terrorista no Alto-Egito que anunciou a sua fidelidade a Abu Bakr al-Baghdadi (o líder do EI)”, precisou a fonte judicial.

Entre os acusados, 18 foram condenados à prisão perpétua, 41 a 15 anos de prisão efetiva e seis menores a cinco anos. Duas pessoas foram absolvidas.

Apenas 47 dos réus estavam presentes na audiência e as condenações são passíveis de recurso.

Os alegados ‘jihadistas’ foram detidos por se terem juntado a uma “organização ilegal”, que a imprensa denominava de ‘EI do Alto Egito’, e encontravam-se em diferentes províncias desta vasta região no sul egípcio.

Desde a destituição no verão de 2013 do presidente islamita Mohamed Morsi pelos militares, grupos extremistas têm atacado com frequência forças de segurança e civis.

Os julgamentos em massa contra alegados terroristas têm-se repetido no Egito e são regularmente denunciados pelas organizações de defesa dos direitos humanos. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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