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Comida da Comarca da Huíla feita na lenha por falta de gás

A cadeia da Comarca da Huíla enfrenta várias dificuldades, como a superlotação e a falta de meios logísticos para a confecção de alimentos para a população prisional internada naquele estabelecimento. Há mais de cinco anos que se cozinha à lenha por falta de recursos financeiros para a compra de gás butano

Concebida para acolher um total de 520 reclusos, actualmente, a Comarca da Huíla tem ‘internados’ 1075 cidadãos, entre os que cumprem pena e os que aguardam por julgamento, provocando, assim, uma superlotação na ordem dos 53 por cento. Segundo o director Provincial dos Serviços Prisionais da Huíla, Miguel Arcanjo, que explicava as dificuldades daquela instituição prisional ao governador provincial da Huíla, além da superlotação, outro problema prende-se com a falta de gás butano.

Para a preparação dos alimentos, os funcionários do referido estabelecimento prisional fazem recurso à lenha. A aquisição da lenha é feita no ex-mercado João de Almeida, e fica mais barato que cozinhar no gás butano. De acordo com o também subcomissário prisional Miguel Arcanjo, a direcção da Comarca necessita, para a aquisição do gás, perto de 400 mil Kwanzas/por mês.

Só para se ter noção, o referido estabelecimento prisional gasta uma botija, no mínimo, de 60 Kg de gás butano por dia, para confeccionar os alimentos. Há mais de cinco anos que este valor não tem sido suficiente, pelo que recorrem à compra de lenha. Relativamente à superlotação naquela unidade prisional, Miguel Arcanjo defendeu a necessidade de se construir um outro estabelecimento, que garanta comodidade aos reclusos.

“Seria uma solução óptima se fosse construído um outro estabelecimento. Existe uma cadeia no município da Matala, mas a nossa intenção é de que fossem para lá aqueles cidadãos já condenados e os que estão em prisão preventiva permanecerem aqui”, sugere.

Estes e outros problemas foram apresentados na última Terça-feira ao governador provincial da Huíla, Luís da Fonseca Nunes, durante uma visita de campo efectuada aos órgãos do Ministério do Interior. Miguel Arcanjo informou ter recebido do governador provincial garantias de que os problemas manifestados serão atendidos brevemente, tão logo seja possível. “O senhor governador disse que vai resolver estas dificuldades”, avançou. (O País)

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