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Arábia Saudita terá torturado até à morte um segundo jornalista

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Arábia Saudita de novo na berlinda por causa da morte de um jornalista acusado de críticas à família real.

Um escritor e jornalista saudita terá morrido na prisão depois de ser torturado, de acordo com o The New Khaleej.

Turki Bin Abdul Aziz Al-Jasser foi detido em março passado por alegadamente administrar a conta de Twitter ‘Kashkool’, que denuncia crimes cometidos pelas autoridades e pela família real saudita.

Agora, fontes ligadas a associações de direitos humanos indicaram à comunicação social que terá sido torturado até à morte durante o tempo em que esteve preso, ainda que este óbito não tenha sido oficialmente declarado.

(© Twitter)

Este poderá ser mais um caso similar ao do jornalista Jamal Khashoggi. Al-Jasser terá sido apanhado por uma rede de espionagem saudita que opera na sede regional do Twitter no Dubai, um organismo que é associado a Saud al-Qahtani, demitido das suas funções no rescaldo do caso Khashoggi.

Jamal Khashoggi, recorde-se, entrou no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, no dia 2 de outubro, para obter um documento para se casar com uma cidadã turca e nunca mais foi visto. No mesmo dia em que o jornalista desapareceu, entraram em Istambul, em dois aviões, 15 sauditas identificados como membros da Guarda Real saudita.

Suspeita-se que estes terão estado envolvidos na morte de Khashoggi, que era uma das vozes mais críticas do poder em Riade, nomeadamente do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. O jornalista colaborava com o jornal The Washington Post e residia nos Estados Unidos desde 2017. (Notícias ao Minuto)

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