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Rio evoca Durão Barroso para apelar à união perante os desafios europeus

O presidente do PSD evocou hoje o antigo presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso para defender que só a união permitirá à Europa superar os desafios atuais, entre os quais as migrações e ascensão dos movimentos populistas e nacionalistas.

“José Manuel Durão Barroso, antigo líder do PSD e antigo presidente da Comissão Europeia, disse em tempos que o momento da verdade tinha chegado para a Europa, e que poderíamos nadar juntos ou mergulhar sozinhos. Estou convicto de que todos aqui decidiram que temos de prosseguir juntos, porque juntos poderemos conseguir muito mais”, argumentou no final da sua intervenção no congresso de Helsínquia.

Quatro minutos antes, no início de um discurso proferido exclusivamente em alemão, Rui Rio tinha começado por lembrar aos delegados do congresso do Partido Popular Europeu (PPE) que o PSD é “um partido pró-europeu por razões estruturais”.

“A Europa deu sonhos a Portugal e, apesar dos problemas que tem enfrentado nos últimos anos, ainda é uma área de liberdade, paz, prosperidade, diversidade e solidariedade”, vincou.

Como tinha anunciado antes de entrar na sala do congresso da maior família política europeia, que decorre hoje e na quinta-feira em Helsínquia (Finlândia), o líder social-democrata apontou as migrações, a segurança, a reforma da União Económica e Monetária e o “declínio dos partidos tradicionais” como os grandes desafios do presente europeu.

“Quanto às migrações, devemos apresentar uma resposta clara para o problema da radicalização. A solução deve incluir a estabilização dos países de origem dos migrantes. Ao mesmo tempo que analisamos a capacidade de resposta europeia, estamos a favor de uma solidariedade proporcional baseada na partilha dos migrantes dentro da União Europeia, com respeito pela disponibilidade de cada país”, indicou.

Para Rui Rio, nos últimos tempos tornou-se “muito claro” que uma política de defesa e segurança comuns terá de ser uma das prioridades para a Europa, por ser o caminho para superar “todas as ameaças”, enquanto a reforma da União Económica e Monetária é vital para evitar uma nova crise.

“Temos de perceber que a emergência do populismo e nacionalismo não é uma causa, é uma consequência. Não faz sentido queixarmo-nos das consequências sem tentar resolver as causas”, disse, referindo-se ao declínio dos partidos tradicionais e à emergência dos movimentos populistas e nacionalistas.

O líder social-democrata concluiu a sua intervenção elogiando a dedicação e o trabalho do alemão Manfred Weber e do finlandês Alexander Stubb, e prometendo a fidelidade do PSD ao candidato que, na quinta-feira, for eleito para representar o PPE na corrida à presidência da Comissão Europeia. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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