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“Marcas na oralidade de Angola”: Bonga Kwenda homenageado em livro

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Depois do autor da obra, Filomeno Pascola, te lançado o livro em Lisboa, que contou com uma surpreendente e inesquecível intervenção do homenageado Bonga Kwenda, no passado mês de Outubro, o livro que homenageai um dos grandes da música popular angolana, será apresentado em Luanda, amanhã, quinta-feira, 08, pelas 17:30 horas, no Memorial António Agostinho Neto (Avenida Dr. António Agostinho Neto, Praia do Bispo, Ingombota).

“É uma obra de leitura obrigatória para todos os que pretendam aperfeiçoar os seus conhecimentos sobre a Literatura de Tradição Oral Angolana, pois o autor apresenta a classificação proposta por diversos estudiosos da área e mantém um “diálogo” com os principais géneros musicais de Angola; finalmente, discorre sobre a dimensão sócio-política da música de Bonga e a sua aplicação didáctica”, diz Carlos Cabombo, professor Universitário.

“Bonga é um homem comprometido com a sua arte e a cultura Mundial, de forma particular a Africana e Angolana. O kota é uma biblioteca viva, consciente do seu papel enquanto transmissor de conhecimentos aos mais jovens”, defende
Patrícia Faria, cantora e jornalista.

“Cresci na diáspora, habituado a ouvir estas sonoridades. Esta obra é essencial para os mais jovens conhecerem e entenderem a importância das palavras e recados que Bonga quer transmitir em todo o seu vasto repertório musical e sócio-cultural”, explica Nuno Cardoso, Director-geral da BIAL em Angola

O povo africano, em particular o angolano, dispõe de uma imensa e valiosíssima riqueza cultural, que apenas “peca” por a maior parte dela ser oral. Daí que, sempre que surgem escritos que documentem esse acervo imaterial, é uma mais-valia. Entretanto, a escolha de Bonga satisfaz, à medida que é um músico com uma trajectória a ter-se em conta, porque, mesmo estando na diáspora, continua a cantar à sua gente através dos ritmos, melodias e tradições, sem nunca desviar-se das raízes. “Marcas na Oralidade Angolana nas Músicas de Bonga” é de leitura recomendável”, diz Jorge Fernandes, jornalista – Sub-editor de Cultura do Jornal O PAÍS

-A música de Bonga reflecte a alma cultural da singularidade dos musseques de Luanda que começou a ser consolidada no primeiro quarto do século passado. É uma música que dialoga com os sons da modernidade sem perder a matriz, a base da ancestralidade que está presente no canto, nas palavras entrelaçadas em Português e em Kimbundu, dizeres da própria gíria caluanda- acrescenta Raimundo Salvador, Jornalista Cultural

SOBRE O AUTOR DO LIVRO

Filomeno Pascoal é natural de Luanda, de 34 anos de idade e cristão católico. Jornalista e professor. Como professor universitário iniciou a sua carreira em 2008, em diversas Universidades da capital do país: Lusíadas, Independente, Gregório Semedo e no Seminário maior de Luanda.

Empreendedor social: criador e administrador do primeiro site angolano sobre saúde e bem-estar (www.saudeangola.ao.com); coordenador e apresentador do programa radiofónico Saúde Angola, na rádio Ecclesia – emissora católica de Angola, criador da Dinamikus Media e Serviços e técnico comercial e de marketing da clínica Girassol.

Diversos cursos ligados às ciências da comunicação, ao empreendedorismo e ao sector da saúde. Mestrado em Ciências da Comunicação (ULHT-Lisboa-Portugal); Pós-graduação em Gestão Hos-pitalar (UAN-Luanda-Angola); Licenciado em Língua Portuguesa/Literatura (UAN-Luanda-Angola) e Técnico médio de Jornalismo (ImEL Luanda-Angola). (Portal de Angola)

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