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Muzongue da Dipanda com Bonga no Centro Cultural Kilamba

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O Muzongue da Dipanda marcado para domingo, 11, no Centro Cultural e Recreativo Kilamba, em Luanda, tem como “grande” atractivo musical Barceló de Carvalho Bonga.

Dono de uma rica e vasta discografia, Bonga, que volta a um espaço onde esteve pela ultima vez em Abril de 2014, terá a responsabilidade de conduzir um programa dedicado aos 43 anos da independência nacional.

Em pouco mais de sete horas de actividade prevista, a casa espera “espremer” da estrela do dia o que melhor tem produzido musicalmente, dando aos seus usuários a oportunidade de viverem momentos nostálgicos com uma das melhores referencias da música angolana.

Estevão Costa, responsável do espaço, avançou à Angop que, mais do que uma homenagem, o programa terá como tónico trazer à ribalta um ícone da maior bandeira cultural angolana, o semba, numa simbiose entre várias gerações.

A homenagem à Bonga enquadra-se na estratégia de promoção e preservação de um dos símbolos da cultura angolana, por se tratar de um artista que ao longo dos seus anos de carreira ter apostado na divulgação deste ritmo nacional além-fronteiras, levando o orgulho dos angolanos fora de portas.

“Quando se fala da divulgação e preservação do semba estamos a falar de um naipe de artistas onde o Bonga se inclui. É um artista que tem o seu nome inscrito nos anais do mercado da música nacional e estrangeira”, reforçou.

Para um toque diferente ao programa, a casa vai contar com as participações de Lulas da Paixão, Dina Santos, Calabeto e Cristo.

Com 76 anos de idade, Bonga, nascido em Kipiri, província do Bengo, é considerado embaixador da música angolana. Já foi galardoado internacionalmente com vários prémios ao nível da música, assim como recebeu discos de ouro e de platina, além de actuar em importantes palcos mundiais.

Em 46 anos de carreira, Bonga tem mais de 40 discos, sendo “Angola 72” o seu primeiro e “Hora Kota” o último.

A sua infância foi passada em bairros como os Coqueiros, Imgombotas, Bairro Operário, Rangel, e no Marçal.

Bonga é produto de uma geração aguerrida e marginalizada que resistiu à aculturação da sociedade marginal através do respeito pela música tradicional de Angola. A cultura angolana era dominada pela colonização portuguesa de então (Estado Novo), daí que tanto a língua como a música tradicional fossem discriminadas e impedidas de se manifestar em plenitude.

O Muzongue da Tradição é um programa que teve o seu início em Fevereiro de 2007 e visa a promoção, divulgação e valorização da música angolana produzida nos anos 60, 70 e 80. O agrupamento Jovens do Prenda e os artistas Zecax, Dom Caetano e Proletário Foram os primeiros convidados. O programa acontece mensalmente no primeiro domingo de cada mês.

O evento faz parte da grelha de programas do Centro Recreativo e Cultural Kilamba, antigo Maria das Escrequenhas, que tem ainda “Farrar ao Antigamente” e “Show à Sexta-Feira”.

Reinaugurado em Dezembro de 2001 pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, depois de longos anos voltado ao abandono, o Kilamba tem se dedicado nos últimos anos a promoção e a valorização da música angolana dos anos 1950, 60 e 70. (Angop)

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