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Merkel e aliados do SPD querem continuar a governar em coligação

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A chanceler alemã, Angela Merkel, e o seu aliado Partido Social Democrata (SPD) manifestaram a intenção de manter a grande coligação de Governo, independentemente do processo iniciado no partido conservador para eleger uma nova liderança.

“Estamos firmemente convencidos de que devemos continuar a liderar o Governo federal sobre a base do atual pacto de coligação”, disse a chanceler e ainda líder da União Democrata-Cristã (CDU) ao fim de dois dias de reuniões da direção do seu partido.

Esta ideia é “partilhada por unanimidade” por todos os membros da direção, acrescentou Merkel, reiterando que tenciona concluir a atual legislatura como chanceler.

“Não vou repetir o que já disse na segunda-feira passada. Estou disposta e, para mim, disposição implica vontade”, afirmou, referindo-se ao seu anúncio, na semana passada, de que não se candidatará à reeleição como líder da CDU nem se apresentará a eleições legislativas quando acabar o atual mandato.

A líder do SPD, Andrea Nahles, explicou por seu lado que uma eventual rutura na coligação não se coloca neste momento.

“Não, agora não”, disse Nahles quando questionada sobre o assunto após as reuniões da direção do partido este fim de semana.

Qualquer decisão sobre os passos a seguir será estudada “a partir de dezembro” e em função “do que ocorra”, acrescentou a líder social-democrata, para quem o principal objetivo do partido é “cerrar fileiras” para as eleições europeias do próximo ano.

A direção da CDU quer convocar uma série de conferências regionais em que os candidatos a suceder a Merkel poderão apresentar-se aos militantes antes do congresso da CDU, a 07 e 08 de dezembro, em que será eleita a nova presidência.

Até agora, três candidatos já manifestaram a sua intenção de concorrer: o antigo líder do grupo conservador Friedrich Merz; o ministro da Saúde, Jens Spahn, e a secretária-geral, Annegret Kramp-Karrenbauer.

Merz e Spahn pertencem à ala mais conservadora do partido, o que poderá representar uma dificuldade para a manutenção da coligação com os sociais-democratas, enquanto Kramp-Karrenbauer é leal à linha de Merkel e representa a via da continuidade.

Os media alemães referem que há outros nove aspirantes a candidatos, que ainda não se pronunciaram publicamente desde o anúncio de Merkel. (Jornal de Notícias)

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