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Irão responde com exercícios militares a novas sanções dos EUA

O Irão iniciou exercícios militares de defesa aérea num momento em que os Estados Unidos voltaram a impor as sanções que tinham sido suspensas no âmbito do acordo nuclear que abrangeu várias potências mundiais.

A televisão estatal iraniana transmitiu imagens de sistemas de defesa e baterias antiaéreas durante manobras militares que começaram hoje e que se prolongam até terça-feira, numa vasta região do norte do país.

O general iraniano Habibillah Sayyari disse que tanto o exército nacional como a Guarda Revolucionária estão a participar nos exercícios e que toda a munição usada é produzida no Irão.

O início do exercício, um evento anual no calendário militar do Irão, coincide com o regresso das sanções dos Estados Unidos contra a indústria de petróleo, considerada vital para aquele país.

A Administração norte-americana espera que as sanções mudem as políticas do Irão na região, especialmente o apoio dado a grupos extremistas e o programa de mísseis balísticos.

O segundo pacote de sanções económicas dos Estados Unidos contra o Irão entrou em vigor no sábado. Este segundo pacote sancionatório incide sobre os setores do petróleo e gás, mas Teerão já disse que serão inúteis.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu sanções “em força” contra o Irão, por desrespeito do acordo nuclear e apelando à solidariedade internacional para boicotar totalmente a compra de petróleo àquele país árabe.

O Irão garante que tem cumprido com o acordo nuclear que estabeleceu com os Estados Unidos, no mandato de Barack Obama, e apela à Agência Internacional de Energia Atómica para confirmar o seu compromisso.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Mohammad Javad Zarif, admitiu na terça-feira que as sanções vão afetar economicamente o país, mas acrescentou que elas não vão mudar as políticas iranianas, considerando-as “inúteis e fúteis”, em declarações a um programa da estação de televisão norte-americana CBS.

O Irão tem vindo a reduzir as vendas de petróleo, com quebras de cerca de 800 mil barris diários, comparativamente aos números do início do corrente ano. (Jornal de Notícias)

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