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Donald Tusk ouvido no parlamento polaco sobre fraude financeira

O presidente do Conselho Europeu, o polaco Donald Tusk, deslocou-se hoje ao Parlamento para responder numa comissão parlamentar que investiga um esquema de financiamento em pirâmide que afetou milhares de pessoas entre 2009 e 2012, quando era primeiro-ministro.

“Eu vim para responder a todas as perguntas”, disse Tusk ao chegar ao Parlamento polaco.

A comissão parlamentar investiga a falência da financeira Amber Gold, uma entidade que prometia aos seus clientes lucros garantidos entre 10% e 14% ao ano através de um programa de investimento em ouro, que acabou por ser na realidade uma pirâmide financeira.

Muitos dos clientes afetados por este golpe são idosos polacos que cresceram sob o comunismo e não possuíam conhecimentos para questionar como uma empresa financeira poderia garantir um retorno tão alto de um produto financeiro cujo valor flutua no mercado internacional.

A Amber Gold, que faliu em 2012, operou enquanto Tusk era o primeiro-ministro da Polónia chefiando o governo do partido liberal Plataforma Cidadania, antes de assumir a liderança do Conselho Europeu em 2014.

Além de Tusk, o seu filho Michal também foi ouvido por esta comissão em junho do ano passado, já que durante aquele período trabalhou no departamento de marketing de uma companhia aérea do grupo da Amber Gold.

Alguns analistas e meios de comunicação locais acreditam que a presença do atual presidente do Conselho Europeu diante da comissão de inquérito faz parte da campanha do atual partido do governo na Polónia, a força nacionalista Lei e Justiça, para minar a imagem do ex-primeiro-ministro.

As más relações entre a direção do Lei e Justiça e Tusk são bastante conhecidos na Polónia e, até mesmo, transferiu-se para a arena europeia quando, numa situação sem precedentes na história da União Europeia, o governo polaco retirou o seu apoio ao seu compatriota para continuar à frente do Conselho Europeu.

De acordo com relatos dos meios de comunicação locais, cerca de 19.000 clientes foram enganados neste esquema de financiamento em pirâmide, num total de 851 milhões de zlotys (cerca de 200 milhões de euros). (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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