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Comitiva da Sonangol na Coreia do Sul, com dívida de quase 1.000 milhões de dólares na bagagem

O administrador executivo da Sonangol, Rosário Isaac, e outros membros da direcção da petrolífera nacional visitaram, na semana passada, um dos estaleiros da empresa sul-coreana Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering (DSME), a quem a companhia estatal deve quase 1.000 milhões de dólares, referente à aquisição de dois navios-sonda, avança o Novo Jornal Online.

A presença da comitiva angolana na Coreia do Sul é apontada, na imprensa local, como um sinal de que a DSME poderá recuperar, em breve, o valor devido pela Sonangol.

Segundo o site Pulse News, que cita fontes do sector, a delegação angolana esteve no estaleiro Geoje da DSME, naquela que foi a primeira visita de uma equipa directiva da Sonangol à construtora sul-coreana desde que Carlos Saturnino assumiu a presidência do conselho de administração da Sonangol, em Novembro de 2017.

Recorde-se que, no passado mês de Maio, a petrolífera angolana renovou as garantias de que vai honrar os compromissos referentes à aquisição definitiva de dois navios-sonda construídos pelos sul-coreanos da DSME, com um valor estimado em 1,24 mil milhões de dólares.

Em 2016, aquando de uma visita do Presidente da DSME a Luanda, a Sonangol tinha estabelecido um calendário para o pagamento da dívida, que consistia no avanço de 800 milhões USD no momento da entrega dos equipamentos e os restantes – cerca de 400 milhões – a ser liquidado em acções.

Este acordo, tal como o inicial, de 2012, quando os navios-sonda foram encomendados, não foi cumprido, estando agora em cima da mesa uma nova modalidade, embora a Sonangol não tenha avançado esses novos termos.

Os dois navios deverão ser peças-chave na estratégia da petrolífera que prevê, para 2019, o recrudescimento dos projectos de desenvolvimento e exploração petrolífera, tendo Carlos Saturnino recebido as manifestações de interesse da ENSCO em recorrer aos serviços destas duas unidades de prospecção.

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