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Polícia egípcia mata 19 jihadistas ligados a ataque contra coptas

Dezanove supostos extremistas islâmicos ligados ao ataque que matou sete cristãos coptas na sexta-feira em Minya, no centro do Egipto, foram mortos em uma troca de tiros com a polícia, informou neste domingo o Ministério de Interior.

Os jihadistas foram encontrados “no âmbito da operação de perseguição dos elementos terroristas envolvidos na execução de operações hostis no país, incluindo no mais recente que foi o ataque armado visando cidadãos que retornavam do mosteiro de São Samuel”, informou o Ministério.

Na sexta-feira, homens armados atacaram um ónibus que transportava fiéis cristãos, matando sete e ferindo sete, num ataque reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI) quase um ano depois de seu último atentado contra esta minoria cristã.

Os fiéis voltavam para casa depois de uma peregrinação ao mosteiro de São Samuel, na província de Minya, cerca de 250 km ao sul do Cairo. Eles foram atacados no deserto perto do mosteiro.

Neste domingo, a polícia lançou uma operação nas montanhosas do deserto da província de Minya para encontrar esses “elementos terroristas em fuga”.

“Os elementos terroristas abriram fogo contra as forças (de segurança), que responderam”, explicou o Ministério.

No sábado, as famílias das vítimas do ataque extremista islâmico enterraram seus mortos na província de Minya em um clima particularmente tenso.

Sob forte vigilância policial, centenas de pessoas se reuniram na igreja do Príncipe Tadros para o funeral das vítimas. Muitos devotos, tomados pela emoção, passaram mal.

“Não vamos esquecer as promessas das autoridades, incluindo a do presidente da República, de punir os criminosos”, declarou após o fim das orações o bispo de Minya, Makarios, na igreja da comunidade copta, alvo de ataques de extremistas islâmicos nos últimos anos no Egipto, um país com uma grande maioria muçulmana.

Uma série de ataques atingiu os coptas desde o final de 2016. Em Dezembro daquele ano, um atentado suicida reivindicado pelo EI contra uma igreja Cair fez 29 mortos.

O mais recente atentado contra esta comunidade foi em Dezembro de 2017, quando um jihadista do EI matou nove pessoas em uma igreja na periferia do Cairo.

Em maio de 2017, na mesma área do ataque de sexta-feira, 28 peregrinos coptas, incluindo muitas crianças, foram mortos em Minya por homens armados. Eles viajavam de ónibus e também faziam uma peregrinação ao mosteiro de São Samuel.

O chefe de Estado Abdel Fattah Sissi expressou na sexta-feira a sua “determinação em continuar a lutar contra o terrorismo e a processar os culpados”.

O EI continua activo no país, apesar de uma ofensiva do Exército lançada há vários meses contra os jihadistas na península do Sinai, que fez centenas de mortos por extremistas, segundo as autoridades.

A comunidade copta é a maior e mais antiga comunidade cristã no Oriente Médio, com cerca de 10% dos cerca de 100 milhões de egípcios. (Afp)

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