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João de Matos promoveu liderança militar moderna – General Furtado

O primeiro chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), João Baptista de Matos, foi promotor de uma liderança militar moderna para o processo de pacificação, reconciliação e reconstrução nacional no país, afirmou hoje à ANGOP o general do exército na reforma Francisco Pereira Furtado.

Um ano após a morte, a 4 de Novembro de 2017, em Espanha, por doença aos 62 anos, Furtado lembrou que João de Matos criou, em situações de ocupação do território, condições para reverter o quadro militar, possibilitando o alcance da paz definitiva em Angola.

Francisco Furtado disse que o antigo CEMG/FAA (de 1992 a 2001) sempre manifestou preocupação sobre o futuro dos ex-militares, com o regresso à sociedade civil pós-guerra, tendo concebido e defendido a criação e implementação do quarto ramo das Forças Armadas, no âmbito dos Acordos de Paz alcançados.

“Com recurso a uma refinada estratégia militar, soube interpretar fielmente os diferentes cenários geopolíticos que pairavam em Angola. Foi, sem dúvida, a pessoa certa para o grave momento que se vivia”, recordou.

João de Matos conduziu igualmente o processo de remobilização dos quadros militares, incorporação de novos efectivos e a integração dos generais e oficiais das ex-FALA (antigo braço militar da Unita), iniciando o novo pensamento estratégico-militar, com o reequipamento e modernização das FAA.

Em consequência disso, de acordo com Furtado, a estratégia visava a defesa das províncias do litoral e os centros económico-estratégicos do país, bem como a reocupação militar das capitais provinciais perdidas (Uíge, Ndalatando e Huambo), a defesa dos órgãos de soberania nacional e o restabelecimento da administração do Estado em todo território nacional.

João de Matos instituiu o programa de realização dos jogos desportivos nacionais militares, para consolidar a unidade e solidariedade nos efectivos oriundos de diferentes unidades, forças e doutrinas militares, assim como o estabelecimento de relações político-militares com os países da região (África do Sul, RDC, Zimbabwe, Namíbia, Zâmbia, Rwanda, Uganda, Gabão, Camarões, Tchad, Tanzânia e Guiné Equatorial) e com as principais organizações militares internacionais.

“Provou e a história hoje confirma que as decisões por ele tomadas, no contexto de pressões interna e externa desfavoráveis, foram as mais acertadas”, explicou.

De acordo com Francisco Furtado, é necessário conhecer os heróis nacionais e todos quantos praticaram actos relevantes em prol do país em diferentes esferas e etapas da história, apontando que não devem ser reconhecidos apenas após o desaparecimento físico.

Referiu que as condecorações nacionais, estímulos e louvores são, de entre outras, formas de reconhecimento dos feitos daqueles cidadãos que se notabilizaram nas diferentes esferas da vida nacional.

“Em muitas ocasiões, a história deve ser contada pelos seus próprios protagonistas”, sublinhou Francisco Furtado.

Observou que é necessário que se preserve a paz conquistada há 16 anos e sugeriu a construção de um panteão nacional e de panteões provinciais, para acolhimento dos restos mortais de todos que se notabilizaram nas diferentes fases da história recente do país como “reconhecimento merecido” aos filhos da pátria.

Recentemente, a Assembleia nacional aprovou dois instrumentos reguladores das carreiras e formas de condecorações, reconhecimento e estímulos dos militares no activo nas diferentes categorias e postos, na condição de reformados ou a título póstumo.

João Baptista de Matos nasceu na província do Uíge, a 30 de Maio de 1955, e ingressou nas extintas FAPLA em 1974, e formou-se, de 1983 a 1987, em ciências militares, na Academia Militar de Frunze, antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Foi comandante de companhia, batalhão, sector de forças especiais, director regional de inteligência militar e de comandante geral. (Angop)

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